Читаем A Tormenta de Espadas полностью

Então a Praça da Punição estourou em sangue e caos. Os Bons Mestres guinchavam, esbarravam e empurravam-se uns aos outros, tropeçavam, com a pressa, no debrum de seus tokars. Drogon voou quase preguiçosamente contra Kraznys, batendo asas negras. Enquanto oferecia ao senhor de escravos mais um pouco de fogo, Irri e Jhiqui desacorrentaram Viserion e Rhaegal, e de repente havia três dragões no ar. Quando Dany se virou para olhar, um terço dos orgulhosos guerreiros de chifres demoníacos de Astapor lutava para se manter montado em suas aterrorizadas montarias, e outro terço fugia num brilhante clarão de cobre brilhante. Um homem manteve-se sobre a sela tempo suficiente para puxar uma espada, mas o chicote de Jhogo enrolou-se em torno do pescoço dele e cortou seu grito. Outro perdeu uma mão para o arakh de Rakharo e afastou-se, cambaleando e jorrando sangue. Aggo sentou-se calmamente, encaixando flechas na corda de seu arco e disparando-as contra tokars. Não importava nem um pouco que o debrum fosse de prata, ouro ou simples. Belwas, o Forte, também tinha o seu arakh desembainhado, e fazia-o rodopiar enquanto atacava.

Dany ouviu um astapori gritar:

Lanças! – era Grazdan, o velho Grazdan com seu tokar carregado de pérolas. – Imaculados! Defendam-nos, parem-nos, defendam os seus senhores! Lanças! Espadas!

Quando Rakharo enfiou uma flecha na boca dele, os escravos que sustentavam a sua liteira separaram-se e fugiram, deixando-o cair sem cerimônia no chão. O velho engatinhou até a primeira fileira de eunucos, deixando poças de sangue nos tijolos. Os Imaculados sequer olharam para baixo, para vê-lo morrer. Fileira atrás de fileira, atrás de fileira, permaneceram em pé.

E não se moveram. Os deuses ouviram a minha prece.

Imaculados! – Dany galopou à frente deles, com a trança de um louro prateado esvoaçando atrás, e a sineta tilintando a cada passo. – Matem os Bons Mestres, matem os soldados, matem todos os homens que usem um tokar ou tenham um chicote nas mãos, mas não façam mal a nenhuma criança com menos de doze anos, e arranquem as correntes de todos os escravos que virem. – Ergueu os dedos da harpia... e então atirou o açoite para longe. – Liberdade! – entoou. – Dracarys! Dracarys!

Dracarys! – gritaram eles em resposta, a mais bela palavra que já ouvira. – Dracarys! Dracarys! – E por toda a sua volta, feitores fugiam, soluçavam, suplicavam e morriam, e o ar poeirento encheu-se de lanças e fogo.



SANSA

Na manhã em que seu novo vestido devia ficar pronto, as criadas encheram a banheira de Sansa com água quente fumegante e esfregaram-na dos pés à cabeça até a deixarem rosada e reluzente. A própria aia da rainha tratou de suas unhas e escovou e ondulou seus cabelos ruivos para que caíssem por suas costas em suaves caracóis. Trouxe também uma dúzia das essências que Cersei preferia. Sansa escolheu uma fragrância viva e doce, com um toque de limão sob o cheiro de flores. A aia despejou um pouco no dedo e tocou Sansa atrás de cada orelha, e sob o queixo, e então, levemente, nos mamilos.

A própria Cersei chegou com a costureira e ficou vendo enquanto vestiam Sansa com sua roupa nova. A roupa de baixo era toda de seda, mas o vestido era de samito cor de marfim e pano de prata, forrado de cetim prateado. As extremidades de suas longas mangas pontiagudas quase tocavam o chão quando baixava os braços. E era um vestido de mulher, não de menina, não havia dúvida quanto a isso. O corpete era aberto na frente, quase até a barriga, com o profundo “v” coberto por um painel de ornamentada renda de Myr num cinza-claro. As saias eram longas e cheias, a cintura era tão apertada que Sansa teve de prender a respiração quando a amarraram. Trouxeram-lhe também sapatos novos, chinelos de suave pele de corça cinza que abraçavam seus pés como amantes.

– Está muito bela, senhora – disse a costureira quando acabaram de vesti-la.

– Estou, não estou? – Sansa soltou um risinho e girou, fazendo rodopiar as saias ao seu redor. – Oh, estou. – Mal podia esperar que Willas a visse assim. Ele vai me amar, vai mesmo, tem de amar... esquecerá Winterfell quando me vir, vou me certificar de que esqueça.

A Rainha Cersei estudou-a criticamente.

– Algumas pedras preciosas, acho. As pedras de lua que Joffrey lhe deu.

– Imediatamente, Vossa Graça – respondeu a aia.

Depois de as pedras de lua estarem penduradas nas orelhas de Sansa e em seu pescoço, a rainha fez um aceno com a cabeça.

– Sim. Os deuses foram bons para você, Sansa. É uma menina adorável. Parece quase obsceno esbanjar essa doce inocência naquela gárgula.

– Que gárgula? – Sansa não estava compreendendo. Estaria se referindo a Willas? Como poderia saber? Ninguém sabia além dela, de Margaery e da Rainha dos Espinhos... ah, e Dontos, mas esse não contava.

Перейти на страницу:
Нет соединения с сервером, попробуйте зайти чуть позже