Читаем A Tormenta de Espadas полностью

Não houve tempo para pensar, fazer planos ou gritar por ajuda. Jon deixou o arco cair, estendeu a mão por sobre o ombro, arrancou a Garralonga de sua bainha e enterrou a lâmina no meio da primeira cabeça a se levantar da torre. O bronze não era adversário à altura do aço valiriano. O golpe cortou através do elmo do Thenn e mergulhou profundamente em seu crânio, e o homem tombou de volta para o lugar de onde viera. Jon compreendeu pelos gritos que havia mais atrás dele. Recuou e chamou por Cetim. O homem que subiu a seguir levou um dardo na cara. Também desapareceu.

– O azeite – disse Jon. Cetim anuiu. Juntos agarraram os grossos pegadores acolchoados que tinham deixado junto da fogueira, ergueram a pesada panela de azeite fervente e despejaram-na pelo buraco, sobre os Thenn que se encontravam embaixo. Os guinchos foram piores que qualquer coisa que tivessem ouvido, e Cetim pareceu prestes a botar tudo para fora. Jon fechou o alçapão com um pontapé, pôs a pesada panela de ferro em cima dele, e deu uma forte sacudida no rapaz de rosto bonito. – Vomite mais tarde – gritou. – Venha.

Tinham estado afastados das ameias apenas por alguns momentos, mas embaixo tudo havia mudado. Uma dúzia de irmãos negros e alguns dos homens de Vila Toupeira ainda resistiam em cima dos caixotes e barris, mas os selvagens estavam escalando a barricada ao longo de todo o crescente, empurrando-os para trás. Jon viu um deles espetar a lança na barriga de Rast, de baixo para cima e com tanta força que o ergueu no ar. O Jovem Henly estava morto e o Velho Henly, moribundo e cercado por inimigos. Jon viu o Calma rodopiando e desferindo golpes em todas as direções, rindo como um louco, fazendo o manto esvoaçar ao saltar de barril em barril. Um machado de bronze atingiu-o logo abaixo do joelho, e o riso transformou-se num grito borbulhante.

– Eles estão quebrando – disse o Cetim.

– Não – disse Jon –, já quebraram.

Aconteceu rapidamente. Um dos toupeiras fugiu e depois outro, e subitamente todos os aldeões estavam largando as armas e abandonando a barricada. Os irmãos eram muito poucos para aguentar sozinhos. Jon viu-os tentar formar uma linha para recuar de maneira ordenada, mas os Thenns submergiram-nos com lanças e machados, e então também eles se puseram em fuga. Dilly Dornês escorregou e caiu de cabeça, e um selvagem plantou uma lança entre suas omoplatas. Barricas, lento e sem fôlego, tinha já quase chegado ao degrau inferior quando um Thenn agarrou na extremidade de seu manto e o obrigou a se virar com um puxão... mas um dardo de besta abateu o homem antes que desse tempo para seu machado cair.

Acertei – exultou Cetim, enquanto Barricas cambaleava na direção da escada e começava a subir os degraus, sobre os joelhos e as mãos.

O portão está perdido. Donal Noye fechara-o e acorrentara-o, mas estava pronto para ser tomado, com as barras de ferro cintilando, vermelhas, com a luz refletida dos incêndios, e o túnel frio e negro por trás. Ninguém tinha recuado para defendê-lo; o único local seguro era o topo da Muralha, depois de subir duzentos metros ao longo da ziguezagueante escada de madeira.

– A que deuses você reza? – perguntou Jon ao Cetim.

– Aos Sete – disse o rapaz de Vilavelha.

– Então reze – disse-lhe Jon. – Reze aos seus deuses modernos, que eu rezo aos meus antigos. – Tudo mudava ali.

Com a confusão junto ao alçapão, Jon tinha se esquecido de encher a aljava. Atravessou de volta o topo da torre, mancando, e encheu-a, pegando também o arco. A panela não havia se movido de onde a deixara, parecia que por ora se encontravam suficientemente seguros. A dança avançou, e nós estamos a observá-la da galeria, pensou enquanto coxeava de volta. Cetim disparava dardos contra os selvagens que subiam os degraus, e escondia-se atrás de um merlão para recarregar a besta. Além de ser bonito, ele também é rápido.

A verdadeira batalha desenrolava-se nos degraus. Noye tinha posicionado lanceiros nos dois patamares inferiores, mas a fuga precipitada dos aldeãos deixou-os em pânico e tinham-se juntado à debandada, correndo na direção do terceiro patamar com os Thenns a matar todos os que ficassem para trás. Os arqueiros e besteiros nos patamares superiores estavam tentando disparar contra a cabeça dos selvagens. Jon encaixou uma flecha, puxou e soltou, e sentiu-se satisfeito quando um dos Thenns caiu quicando pelos degraus. O calor dos incêndios fazia a Muralha chorar, e as chamas dançavam e cintilavam contra o gelo. Os degraus balançavam com os passos dos homens que tentavam se salvar.

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