Читаем A Tormenta de Espadas полностью

– O gibão é bonito, sim. – Tyrion pôs a taça de lado. – Ande, Pod, vamos ver se encontramos algum vestuário que me faça parecer menos anão. Não vou querer envergonhar a senhora minha esposa.

Quando o Duende retornou pouco depois, estava bastante apresentável, e até um pouco mais alto. Podrick Payne também tinha trocado de roupa, e por uma vez quase parecia um escudeiro como deve ser, embora uma espinha vermelha bastante grande que tinha no canto do nariz estragasse o efeito de seu magnífico traje púrpura, branco e dourado. É um rapaz tão tímido. A princípio, Sansa desconfiava do escudeiro de Tyrion; ele era um Payne, primo de Sor Ilyn Payne, que tinha cortado a cabeça do pai. No entanto, depressa percebeu que Pod tinha tanto medo dela como ela tinha do primo. Sempre que falava com ele, o rapaz ficava do mais alarmante tom de vermelho.

– Púrpura, dourado e branco são as cores da Casa Payne, Podrick? – perguntou-lhe polidamente.

– Não. Isto é, sim. – Corou. – As cores. Nossas armas são axadrezado de púrpura e branco, senhora. Com moedas de ouro. Nos quadrados. Púrpura e branco. Em ambos. – E estudou os pés dela.

– Há uma história por trás dessas moedas – disse Tyrion. – Sem dúvida Pod a confidenciará um dia aos seus dedos dos pés. Agora, porém, somos esperados no Salão de Baile da Rainha. Vamos?

Sansa sentiu-se tentada a pedir para não ir. Podia lhe dizer que tenho um incômodo na barriga, ou que o sangue da lua chegou. Nada desejava mais do que voltar a se enfiar na cama e puxar as cortinas. Tenho de ser corajosa, como Robb, disse a si mesma, ao dar rigidamente o braço ao senhor seu esposo.

No Salão de Baile da Rainha quebraram o jejum com bolinhos de mel assados com amoras silvestres e nozes, fatias de presunto defumado, iscas de peixe empanadas, bacon, peras de outono e um prato dornês de cebolas, queijo e fatias de ovo cozido com malaguetas.

– Nada como um café da manhã robusto para despertar o apetite para o banquete de setenta e sete pratos que se seguirá – comentou Tyrion enquanto os criados enchiam seus pratos. Havia jarros de leite, de hidromel e de um vinho dourado, leve e doce para empurrar a refeição para baixo. Músicos vagueavam por entre as mesas, com gaitas, flautas e rabecas, enquanto Sor Dontos galopava pela sala em seu cavalo de pau de vassoura e o Rapaz Lua fazia ruídos de peido com as bochechas e cantava canções rudes sobre os convidados.

Sansa reparou que Tyrion quase não tocou na comida, embora tivesse bebido várias taças de vinho. Quanto a si, experimentou um pouco dos ovos dorneses, mas as malaguetas queimaram sua boca. Além deles, limitou-se a beliscar a fruta, o peixe e os bolinhos de mel. Cada vez que Joffrey olhava para ela, sentia a barriga tão agitada que era como se tivesse engolido um morcego.

Depois de tirarem a mesa, a rainha presenteou solenemente Joffrey com o manto de esposa com que envolveria os ombros de Margaery.

– É o manto que eu usei quando Robert me tomou como sua rainha, o mesmo manto que a minha mãe, a Senhora Joanna, usou quando se casou com o senhor meu pai. – Sansa pensou que parecia puído, a bem da verdade, mas talvez fosse por ter sido tão usado.

Então chegou a hora dos presentes. Era tradição da Campina dar presentes à noiva e ao noivo na manhã de seu casamento; no dia seguinte receberiam mais presentes como casal, mas as prendas naquele dia eram para cada um individualmente.

De Jalabhar Xho, Joffrey recebeu um grande arco de madeira dourada e uma aljava cheia de longas flechas com penas verdes e escarlates; da Senhora Tanda, um par de botas flexíveis de montar; de Sor Kevan, uma magnífica sela para justas feita de couro vermelho; um broche de ouro vermelho, trabalhado em forma de escorpião, foi dado pelo dornês, o Príncipe Oberyn; recebeu esporas de prata de Sor Addam Marbrand; um pavilhão de torneio em seda vermelha foi o presente de Lorde Mathis Rowan. Lorde Paxter Redwyne apresentou uma bela maquete em madeira da galé de guerra de duzentos remos que estava sendo construída naquele momento na Árvore.

– Se agradar a Vossa Graça, vai se chamar Valor do Rei Joffrey – disse ele, e Joff concedeu que estava muito agradado de fato.

– Farei dele meu navio almirante quando zarpar para Pedra do Dragão a fim de matar meu tio traidor, Stannis – disse.

Ele hoje se faz de rei atencioso. Sansa sabia que Joffrey podia ser galante quando lhe convinha, mas parecia convir-lhe cada vez menos. E de fato, toda a sua cortesia desapareceu de imediato quando Tyrion lhe entregou o seu presente: um enorme livro antigo intitulado Vidas de quatro reis, encadernado em couro e magnificamente recheado de iluminuras. O rei folheou-o sem qualquer interesse.

– E o que é isto, tio?

Um livro. Sansa perguntou a si mesma se Joffrey movia aqueles seus gordos lábios vermiformes quando lia.

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