Читаем A Tormenta de Espadas полностью

– A história dos reinados de Daeron, o Jovem Dragão, Baelor, o Abençoado, Aegon, o Indigno, e Daeron, o Bom, escrita pelo Grande Meistre Kaeth – respondeu o seu pequeno esposo.

– Um livro que todo rei deveria ler, Vossa Graça – disse Sor Kevan.

– Meu pai não tinha tempo para livros. – Joffrey empurrou o presente para longe. – Se lesse menos, tio Duende, talvez a Senhora Sansa tivesse um bebê dentro dela a essa altura. – Riu... e quando o rei ri, a corte ri com ele. – Não fique triste, Sansa, depois de deixar a Rainha Margaery esperando um bebê, visitarei o seu quarto e mostrarei ao meu pequeno tio como se faz.

Sansa enrubesceu. Deu um relance nervoso a Tyrion, com medo do que ele poderia dizer. Aquilo podia se tornar tão feio como a ida para a cama no banquete deles. Mas, por uma vez, o anão encheu a boca com vinho em vez de palavras.

Lorde Mance Tyrell avançou para apresentar o seu presente: um cálice dourado de noventa centímetros de altura, com duas ornamentadas alças curvas e sete lados cintilando de pedras preciosas.

– Sete lados para os sete reinos de Vossa Graça – explicou o pai da noiva. Mostrou-lhes como cada lado ostentava o símbolo de uma das grandes casas: leão de rubi, rosa de esmeralda, veado de ônix, truta de prata, falcão de jade azul, sol de opala e lobo gigante de pérola.

– Uma taça magnífica – disse Joffrey –, mas parece-me que vamos ter de arrancar o lobo e pôr uma lula no seu lugar.

Sansa fingiu não ouvi-lo.

– Margaery e eu beberemos bastante no banquete, sogro. – Joffrey ergueu o cálice acima da cabeça, para que todos o admirassem.

– A maldita coisa é tão alta quanto eu – resmungou Tyrion em voz baixa. – Metade do cálice e Joff estará caindo de bêbado.

Ótimo, pensou ela. Talvez quebre o pescoço.

Lorde Tywin esperou até o fim para entregar ao rei o seu presente: uma espada longa. A bainha era feita de cerejeira, ouro e couro vermelho oleado, incrustado de cabeças de leão em ouro. Sansa viu que os leões tinham olhos de rubi. O salão de baile ficou em silêncio quando Joffrey desembainhou a espada e a ergueu acima da cabeça. Ondulações vermelhas e negras no aço cintilaram à luz da manhã.

– Magnífica – declarou Mathis Rowan.

– Uma espada digna de canções, senhor – disse Lorde Redwyne.

– A espada de um rei – disse Sor Kevan Lannister.

O Rei Joffrey estava tão animado que parecia querer matar alguém ali mesmo e naquele momento. Golpeou o ar e soltou uma gargalhada.

– Uma grande espada deve ter um grande nome, senhores! Como a chamarei?

Sansa lembrou-se de Dente de Leão, a espada que Arya tinha atirado no Tridente, e da Devoradora de Corações, aquela que ele a obrigara a beijar antes da batalha. Perguntou a si mesma se ele quereria que Margaery beijasse aquela.

Os convidados estavam gritando nomes para a nova arma. Joff rejeitou uma dúzia antes de ouvir um que lhe agradou.

Lamento da Viúva! – gritou. – Sim! E ela irá criar muitas viúvas! – Voltou a golpear o ar. – E quando enfrentar o meu tio Stannis, quebrará a sua espada mágica em duas. – Joff experimentou um golpe vertical, forçando Sor Balon Swann a dar um apressado passo para trás. A expressão no rosto de Sor Balon fez ressoar gargalhadas no salão.

– Tenha cuidado, Vossa Graça – avisou Sor Addam Marbrand. – O aço valiriano é perigosamente afiado.

– Eu lembro. – Joffrey fez Lamento da Viúva cair, num violento golpe vertical com as duas mãos, sobre o livro que Tyrion tinha lhe dado. A pesada capa de couro fendeu-se em duas. – Afiado! Eu disse a vocês, não sou estranho ao aço valiriano. – Precisou de meia dúzia de outros golpes para despedaçar o grosso volume, e o rapaz estava sem fôlego quando acabou. Sansa conseguia sentir o marido lutando contra a fúria enquanto Sor Osmund Kettleblack gritava:

– Rezo para que nunca vire esse perigoso gume contra mim, senhor.

– Trate de nunca me dar motivos, sor. – Joffrey deu um piparote com a ponta da espada num naco de Vidas de quatro reis, atirando-o para fora da mesa, e então enfiou a Lamento da Viúva de volta na bainha.

– Vossa Graça – disse Sor Garlan Tyrell. – Talvez não soubesse. Em todo o Westeros não havia mais de quatro cópias desse livro iluminadas pela própria mão de Kaeth.

– Agora há três. – Joffrey desafivelou seu velho cinto da espada para trocá-lo pelo novo. – Você e a Senhora Sansa devem-me um presente melhor, tio Duende. Este está feito em pedaços.

Tyrion estava encarando o sobrinho com seus olhos desiguais.

– Talvez uma faca, senhor. Para combinar com a sua espada. Um punhal do mesmo belo aço valiriano... digamos, com um cabo de osso de dragão?

Joff lançou-lhe um olhar penetrante.

– Você... sim, um punhal para combinar com a minha espada, ótimo. – Fez um aceno. – Um... um cabo de ouro com rubis. Osso de dragão é simples demais.

– Como quiser, Vossa Graça. – Tyrion bebeu outra taça de vinho. Julgando pela atenção que prestava a Sansa, bem podia estar sozinho em seu aposento privado. Mas quando chegou a hora de partir para o casamento, pegou-a pela mão.

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