Читаем A Tormenta de Espadas полностью

– Talvez Mindinho tenha obtido sucesso onde você e Varys falharam. Lorde Bolton casará a garota com o seu filho bastardo. Permitiremos que o Forte do Pavor lute contra os homens de ferro durante alguns anos e veremos se consegue levar os outros vassalos dos Stark a se ajoelhar. Ao chegar a primavera, todos eles deverão estar no fim de suas forças e prontos para dobrar o joelho. O Norte passará para o seu filho e de Sansa Stark... se alguma vez arranjar suficiente virilidade para gerar um. Não se esqueça de que não é só Joffrey quem tem de pôr fim a uma virgindade.

Não me esqueci, embora tivesse esperança de que você tivesse esquecido.

– E quando acha que Sansa estará mais fértil? – perguntou Tyrion ao pai num tom que pingava ácido. – Antes ou depois de eu lhe contar como assassinamos sua mãe e seu irmão?



DAVOS

Por um momento, pareceu que o rei não tinha ouvido. Stannis não mostrou qualquer prazer com a notícia, nem ira, nem incredulidade, nem mesmo alívio. Encarou a sua Mesa Pintada com os dentes cerrados com força.

– Tem certeza? – perguntou.

– Não estou vendo o corpo, não, Vossa Realdade – disse Salladhor Saan. – Mas na cidade, os leões pavoneiam-se e dançam. O povo está chamando de O Casamento Vermelho. Juram que Lorde Frey cortou a cabeça do rapaz, costurou a cabeça do lobo gigante dele no lugar e pregou uma coroa sobre as orelhas. A senhora mãe dele também foi morta e atirada nua ao rio.

Num casamento, pensou Davos. Sentado à mesa de seu assassino, um hóspede sob o seu teto. Aqueles Frey estão amaldiçoados. Sentia de novo o cheiro do sangue ardendo e ouvia a sanguessuga silvar e cuspir nas brasas quentes do braseiro.

– Foi a ira do Senhor que o matou – declarou Sor Axell Florent. – Isso tem a mão de R’hllor!

Louvem o Senhor da Luz! – entoou a Rainha Selyse, uma mulher magra e macilenta, com grandes orelhas e um lábio superior peludo.

– Será que a mão de R’hllor é manchada e entrevada? – perguntou Stannis. – Isso parece mais obra de Walder Frey do que de qualquer deus.

– R’hllor escolhe os instrumentos de que necessita. – O rubi na garganta de Melisandre brilhava, rubro. – Seus caminhos são misteriosos, mas nenhum homem pode resistir à sua vontade ardente.

Nenhum homem pode resistir a ele! – gritou a rainha.

– Fique calada, mulher. Não está numa fogueira noturna agora. – Stannis examinou a Mesa Pintada. – O lobo não deixa herdeiros, a lula gigante deixa muitos. Os leões vão devorá-los, a menos que... Saan, vou precisar de seus navios mais rápidos para levar enviados às Ilhas de Ferro e a Porto Branco. Oferecerei indultos. – O modo como cerrou os dentes mostrou o pouco que gostava da palavra. – Indultos totais, para todos aqueles que se arrependerem da traição e jurarem lealdade ao seu legítimo rei. Têm de compreender...

– Não compreenderão. – A voz de Melisandre era suave. – Lamento, Vossa Graça. Isso não é um fim. Mais falsos reis irão se erguer em breve para tomar a coroa daqueles que morreram.

– Mais? – Stannis parecia com vontade de esganá-la. – Mais usurpadores? Mais traidores?

– Vi nas chamas.

A Rainha Selyse aproximou-se do rei.

– O Senhor da Luz enviou Melisandre para guiá-lo até a glória. Dê ouvidos a ela, suplico. As chamas sagradas de R’hllor não mentem.

– Há mentiras e mentiras, mulher. Mesmo quando essas chamas falam a verdade, estão cheias de truques, parece-me.

– Uma formiga que escute as palavras de um rei pode não compreender o que ele está dizendo – disse Melisandre – e todos os homens são formigas perante o rosto ardente de deus. Se às vezes confundi um aviso com uma profecia ou uma profecia com um aviso, a falha cabe ao leitor, não ao livro. Mas sei isso com certeza: enviados e indultos não lhe serão agora mais úteis do que sanguessugas. Tem de mostrar ao reino um sinal. Um sinal que prove o seu poder!

Poder? – o rei fungou. – Tenho mil e trezentos homens em Pedra do Dragão, mais trezentos em Ponta Tempestade. – A mão varreu a Mesa Pintada. – O resto de Westeros está nas mãos de meus inimigos. Não tenho frota além da de Salladhor Saan. Não tenho moeda para contratar mercenários. Não tenho expectativas de saque ou glória para atrair cavaleiros livres à minha causa.

– Senhor esposo – disse a Rainha Selyse –, tem mais homens do que Aegon tinha há trezentos anos. Tudo que lhe falta são dragões.

O olhar que Stannis lhe dirigiu era sombrio.

– Nove magos cruzaram o mar para chocar os ovos de Aegon Terceiro. Baelor, o Abençoado, rezou sobre o seu durante meio ano. Aegon, o Quarto, construiu dragões de madeira e ferro. Aerion Chamaviva bebeu fogovivo para se transformar. Os magos falharam, as preces do Rei Baelor não obtiveram resposta, os dragões de madeira queimaram, e o Príncipe Aerion morreu aos gritos.

A Rainha Selyse mostrou-se inflexível.

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