Читаем A Tormenta de Espadas полностью

“Ned Stark corria para o sul com a vanguarda de Robert, mas as forças de meu pai chegaram primeiro à cidade. Pycelle convenceu o rei de que seu Guardião do Oeste viera defendê-lo, por isso mandou abrir os portões. A única vez em que devia ter dado ouvidos a Varys, ignorou-o. Meu pai mantivera-se afastado da guerra, remoendo todas as desfeitas que Aerys tinha feito a ele e determinado a ver a Casa Lannister do lado dos vencedores. O Tridente decidiu-o.

“Coube a mim defender a Fortaleza Vermelha, mas eu sabia que estávamos perdidos. Mandei uma mensagem a Aerys, pedindo sua autorização para combinar uma rendição. Meu homem regressou com uma ordem régia. ‘Traga-me a cabeça de seu pai, se não for um traidor.’ Aerys não se renderia. Meu mensageiro disse-me que Lorde Rossart se encontrava com ele. Eu sabia o que isso queria dizer.

“Quando encontrei Rossart, ele estava vestido como um homem de armas comum e caminhava apressado na direção de uma porta falsa. Foi quem matei primeiro. E depois matei Aerys, antes que ele pudesse encontrar mais alguém que levasse sua mensagem aos piromantes. Dias mais tarde, cacei os outros e matei-os também. Belis ofereceu-me ouro, e Garigus chorou por misericórdia. Bem, uma espada é mais misericordiosa do que o fogo, mas não me parece que Garigus tenha gostado muito da bondade que lhe fiz.”

A água tinha esfriado. Quando Jaime abriu os olhos, deu por si fitando o coto da sua mão da espada. A mão que fez de mim Regicida. O bode privara-o da glória e da vergonha, tudo ao mesmo tempo. Deixando o quê? Quem sou eu agora?

A garota tinha um aspecto ridículo, apertando a toalha aos seus pobres peitos, com as grossas pernas brancas saindo por baixo.

– Minha história deixou-a sem fala? Vá lá, amaldiçoe-me, beije-me ou chame-me de mentiroso. Qualquer coisa.

– Se isso é verdade, por que é que ninguém sabe?

– Os cavaleiros da Guarda Real juram guardar os segredos do rei. Queria que quebrasse o juramento? – Jaime soltou uma gargalhada. – Acha que o nobre Senhor de Winterfell queria ouvir as minhas débeis explicações? Um homem tão honroso. Bastou olhar para mim para me julgar culpado. – Jaime pôs-se em pé, com a água escorrendo fria por seu peito. – Com que direito o lobo julga o leão? Com que direito? – um violento arrepio dominou-o, e bateu com o coto contra a borda da banheira quando tentava sair dela.

A dor trespassou-o... e de repente a casa de banhos estava girando. Brienne apanhou-o antes de ele cair. O braço dela estava todo arrepiado, úmido e gelado, mas a garota era forte, e mais gentil do que ele julgara. Mais gentil do que Cersei, pensou enquanto ela o ajudava a sair da banheira, com pernas bambas como um pau mole.

Guardas! – ouviu a garota gritar. – O Regicida!

Jaime, pensou ele, meu nome é Jaime.

Quando acordou, jazia no chão úmido com os guardas, a moça e Qyburn em pé à sua volta, com expressões preocupadas no rosto. Brienne estava nua, mas no momento parecia ter se esquecido do fato.

– O calor das banheiras é capaz disso – Meistre Qyburn estava lhes dizendo. Não, ele não é um meistre, tiraram seu colar. – E também ainda há veneno em seu sangue, e está malnutrido. O que lhe têm dado para comer?

– Vermes, mijo e vômito cinzento – informou Jaime.

– Pão duro, água e mingau de aveia – insistiu o guarda. – Mas ele quase não come. O que devemos fazer com ele?

– Esfreguem-no, vistam-no e carreguem-no até a Pira do Rei, se for preciso – disse Qyburn. – Lorde Bolton insiste em jantar com ele esta noite. Começamos a ficar sem tempo.

– Tragam roupas limpas para ele – disse Brienne –, vou me certificar de que se lave e se vista.

Os outros ficaram mais do que satisfeitos por ceder a tarefa à garota. Puseram-no de pé e sentaram-no num banco de pedra junto da parede. Brienne afastou-se para recuperar a toalha, e voltou com uma escova rija para acabar de esfregá-lo. Um dos guardas deu-lhe uma navalha para aparar a barba de Jaime. Qyburn retornou com roupas de baixo de tecido grosseiro, uns calções limpos de lã negra, uma túnica larga e verde, e um gibão de couro amarrado na frente. Jaime já se sentia menos tonto a essa altura, embora igualmente desajeitado. Com a ajuda da garota conseguiu se vestir.

– Agora só preciso de um espelho de prata.

Meistre Sangrento também trouxera roupa lavada para Brienne; um vestido de cetim cor-de-rosa manchado e uma túnica de linho.

– Lamento, senhora. Estes são os únicos trajes de mulher que temos em Harrenhal grandes o suficiente para você.

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