Читаем A Tormenta de Espadas полностью

– Robert fez o que fez por orgulho, uma boceta e um rosto bonito. – Fechou a mão em punho... ou teria fechado, se tivesse mão. A dor atravessou seu braço, cruel como uma gargalhada.

– Ele foi à guerra para salvar o reino – insistiu ela.

Para salvar o reino.

– Sabia que meu irmão incendiou a Torrente da Água Negra? O fogovivo arde na água. Aerys teria tomado banho nele se tivesse se atrevido. Todos os Targaryen eram loucos por fogo. – Jaime sentia-se entontecido. Será por causa do calor que faz aqui, do veneno que tenho no coração, dos restos da febre? Não sou eu mesmo. Recostou-se até que a água chegou na altura de seu queixo. – Sujei o meu manto branco... nesse dia usava a armadura dourada, mas...

– Armadura dourada? – a voz dela soava distante, tênue.

Jaime flutuava no calor, na memória.

– Depois que grifos dançantes perdeu a Batalha dos Sinos, Aerys exilou-o. – Por que estou dizendo isso a esta criança absurdamente feia? – Tinha finalmente compreendido que Robert não era um mero senhor fora da lei que pudesse ser esmagado ao seu bel-prazer, mas sim a maior ameaça que a Casa Targaryen havia enfrentado desde Daemon Blackfyre. O rei rudemente lembrou Lewyn Martell de que tinha Elia em seu poder e ordenou-lhe que fosse comandar os dez mil dorneses que subiam a estrada do rei. Jon Darry e Barristan Selmy cavalgaram para o Septo de Pedra a fim de reunirem todos os homens dos grifos que conseguissem, e o Príncipe Rhaegar retornou do sul e persuadiu o pai a engolir o orgulho e mandar chamar meu pai. Mas nenhum corvo voltou de Rochedo Casterly, e isso deixou o rei ainda mais assustado. Via traidores em todo lugar, e Varys estava sempre lá para apontar algum que ele pudesse ter deixado escapar. Assim, Sua Graça ordenou que seus alquimistas escondessem reservas de fogovivo por todo Porto Real. Sob o Septo de Baelor e os casebres da Baixada das Pulgas, por baixo de estábulos e armazéns, em todos os sete portões, até mesmo nos porões da própria Fortaleza Vermelha.

“Tudo foi feito no maior segredo por um punhado de mestres piromantes. Nem sequer confiaram em seus próprios acólitos para ajudar. Os olhos da rainha já estavam fechados havia anos, e Rhaegar andava ocupado organizando um exército. Mas o novo ocupante do cargo de Mão de Aerys, o da maça e punhal, não era inteiramente burro, e com Rossart, Belis e Garigus entrando e saindo noite e dia, começou a desconfiar. Chelsted, era esse o nome dele, Lorde Chelsted. “O nome veio-lhe de súbito à memória, com o contar da história.” Eu julgava o homem covarde, mas no dia em que confrontou Aerys encontrou coragem em algum lugar. Fez tudo que pôde para dissuadi-lo. Argumentou, gracejou, ameaçou e por fim implorou. Quando isso falhou, tirou a corrente do cargo e jogou-a no chão. Por causa disso, Aerys queimou-o vivo, e pendurou a corrente no pescoço de Rossart, seu piromante preferido. O homem que cozinhara Lorde Rickard Stark em sua própria armadura. E, durante todo esse tempo, eu fiquei em pé com a minha armadura branca, na base do Trono de Ferro, imóvel como um cadáver, guardando o meu suserano e todos os seus queridos segredos.

“Todos os meus irmãos juramentados estavam longe, compreende? Mas Aerys gostava de me manter por perto. Eu era filho do meu pai, por isso não confiava em mim. Queria-me onde Varys pudesse me vigiar, de dia e de noite. Portanto, ouvi tudo. “Recordou como os olhos de Rossart costumavam brilhar quando desenrolava seus mapas para mostrar onde a substância devia ser colocada. Garigus e Belis eram iguais.” Rhaegar defrontou Robert no Tridente, e já sabe o que aconteceu aí. Quando a notícia chegou à corte, Aerys enviou a rainha para Pedra do Dragão com o Príncipe Viserys. A Princesa Elia também queria ir, mas ele proibiu-a. De algum modo, tinha se convencido de que o Príncipe Lewyn devia ter traído Rhaegar no Tridente, mas achava que podia manter Dorne leal desde que mantivesse Elia e Aegon junto a si. ‘Os traidores querem a minha cidade’, ouvi-o dizer a Rossart, ‘mas não lhes darei nada a não ser cinzas. Que Robert seja rei de ossos carbonizados e carne esturricada’. Os Targaryen nunca enterram seus mortos, queimam-nos. Aerys queria ter a maior pira funerária de todas. Se bem que, a bem da verdade, não creio que ele realmente esperasse morrer. Tal como Aerion Chama-Viva, antes dele, Aerys acreditava que o fogo o transformaria... que se ergueria novamente, renascido como dragão, e transformaria todos os inimigos em cinzas.

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