Читаем A Tormenta de Espadas полностью

– Não leva. – Tyrion virou o cavalo. – Dê-lhe três dias, e depois informe-o de que Hamish, o Harpista, quebrou o braço. Diga-lhe que suas roupas nunca servirão para a corte, e que tem de imediatamente arranjar um traje novo. Ele virá com você a toda velocidade. – Fez uma careta. – Pode querer ficar com a língua dele, ouvi dizer que é de prata. O resto dele nunca deverá ser encontrado.

Bronn deu um sorriso.

– Conheço uma casa de pasto na Baixada das Pulgas que faz uma saborosa panela de castanho. Ouvi dizer que tem todos os tipos de carne.

– Certifique-se de que eu nunca coma lá. – Tyrion pôs o cavalo a trote. Gostaria de um banho, e quanto mais quente melhor.

Mas até esse modesto prazer lhe foi negado, pois assim que voltou aos seus aposentos, Podrick Payne informou-o de que tinha sido convocado à Torre da Mão.

– Sua senhoria deseja vê-lo. A Mão. Lorde Tywin.

– Eu me lembro de quem é Mão, Pod – disse Tyrion. – Perdi o nariz, não os miolos.

Bronn soltou uma gargalhada.

– Não arranque a cabeça do rapaz a dentadas.

– E por que não? Ele nunca a usa. – Tyrion perguntava a si mesmo o que teria feito agora. Ou o que não fiz, mais provavelmente. Uma convocatória de Lorde Tywin trazia sempre preocupação; o pai nunca mandava buscá-lo só para dividir uma refeição ou uma taça de vinho, isso era certo.

Quando entrou no aposento privado do pai, alguns momentos mais tarde, ouviu uma voz dizendo:

– ... cerejeira para as bainhas, ligadas com couro vermelho e ornamentadas com uma fileira de tachões em forma de cabeça de leão e de ouro puro. Talvez com granadas para os olhos...

– Rubis – disse Lorde Tywin. – Às granadas falta o fogo.

Tyrion pigarreou.

– Senhor. Mandou me chamar?

O pai olhou para cima.

– Chamei. Venha aqui ver isso. – Uma trouxa de oleado encontrava-se sobre a mesa, entre eles, e Lorde Tywin tinha uma espada longa na mão. – Um presente de casamento para Joffrey – disse a Tyrion. A luz que entrava pelas vidraças em forma de diamante fazia a lâmina tremeluzir de negro e vermelho quando Lorde Tywin a virou para inspecionar o gume, enquanto o botão e a guarda flamejavam de ouro. – Com este falatório besta a respeito de Stannis e sua espada mágica, pareceu-me melhor que déssemos também a Joffrey algo de extraordinário. Um rei deve usar uma espada régia.

– Isso é espada demais para Joff – disse Tyrion.

– Ele ainda vai crescer. Tome, sinta o peso. – Ofereceu-lhe a arma, pelo cabo.

A espada era muito mais leve do que esperava. Ao virá-la na mão, compreendeu o porquê. Só um metal podia ter se tornado tão fino e manter força suficiente para a batalha, e não era possível confundir aquelas ondulações, os sinais de um aço que havia sido dobrado sobre si próprio muitos milhares de vezes.

– Aço valiriano?

– Sim – disse Lorde Tywin num tom de profunda satisfação.

Finalmente, pai? Lâminas de aço valiriano eram raras e caras, mas ainda havia milhares no mundo, talvez duzentas só nos Sete Reinos. Sempre aborrecera o pai que nenhuma pertencesse à Casa Lannister. Os antigos reis do Rochedo tinham possuído uma arma dessas, mas a espada longa Brilhante Rugido perdeu-se quando o segundo Rei Tommen a levou de volta a Valíria em sua estúpida demanda. Nunca havia regressado; e o tio Gery também não, o mais novo e mais imprudente dos irmãos do pai, que partira em busca da espada perdida cerca de oito anos antes.

Lorde Tywin oferecera-se pelo menos três vezes para comprar espadas valirianas de casas menores e empobrecidas, mas suas propostas foram sempre firmemente rejeitadas. Os fidalgotes separavam-se de bom grado de suas filhas, se um Lannister viesse pedi-las, mas estimavam as velhas espadas de família.

Tyrion perguntou a si mesmo de onde teria vindo o metal para aquela. Alguns mestres armeiros podiam voltar a trabalhar aço valiriano, mas os segredos de sua manufatura tinham sido perdidos quando a Perdição chegou à antiga Valíria.

– As cores são estranhas – comentou enquanto virava a lâmina à luz do sol. A maior parte do aço valiriano era de um cinza tão escuro que parecia quase negro, como era o caso daquela espada. Mas misturado nas dobras encontrava-se um vermelho tão profundo quanto o cinza. As duas cores enrolavam-se uma sobre a outra, sem chegarem a se tocar, com cada ondulação distinta, como ondas de noite e sangue em algum litoral de aço. – Como obteve este padrão? Nunca vi nada parecido.

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