Читаем A Tormenta de Espadas полностью

– Por quê? Vi as contas de Mindinho. Os rendimentos da coroa são dez vezes maiores do que eram no tempo de Aerys.

– Tal como as despesas. Robert era tão generoso com o dinheiro como com o pinto. Mindinho fez grandes empréstimos. De você, entre outros. Sim, os rendimentos são consideráveis, mas quase não chegam para cobrir a usura dos empréstimos de Mindinho. Quer perdoar a dívida da coroa para com a Casa Lannister?

– Não diga idiotices.

– Então talvez sete pratos fossem suficientes. Trezentos convidados em vez de mil. Ouvi dizer que um casamento pode ter o mesmo valor sem um urso dançarino.

– Os Tyrell iriam nos julgar avarentos. Quero o casamento e a zona ribeirinha. Se não conseguir pagar as duas coisas, diga, que eu arranjo um mestre da moeda que consiga.

A desgraça de ser afastado depois de tão pouco tempo não era algo que Tyrion quisesse ter que suportar.

– Eu encontrarei o dinheiro.

– Encontrará – garantiu o pai –, e já que está com a mão na massa, veja se também consegue encontrar a cama de sua esposa.

Então o falatório chegou até ele.

– Já encontrei, muito obrigado. É aquele móvel entre a janela e a lareira, com o dossel de veludo e o colchão cheio de plumas de ganso.

– Agrada-me que conheça isso. Agora talvez devesse tentar conhecer a mulher que a divide com você.

Mulher? Criança, você quer dizer.

– Alguma aranha andou sussurrando no seu ouvido, ou tenho de apresentar agradecimentos à minha querida irmã? – Tendo em conta as coisas que se passavam sob as mantas de Cersei, seria de se pensar que ela teria a decência de manter o nariz longe daquilo. – Diga-me, por que é que todas as aias de Sansa são mulheres a serviço de Cersei? Estou farto de ser espionado em meus próprios aposentos.

– Se não gosta das criadas de sua esposa, mande-as embora e contrate outras mais do seu agrado. Está no seu direito. O que me preocupa é a virgindade de sua esposa, não as aias dela. Esta... delicadeza confunde-me. Parece não ter dificuldade em se deitar com prostitutas. A garota Stark é feita de outra forma?

– Por que diabos lhe interessa tanto o lugar onde enfio o caralho? – quis saber Tyrion. – Sansa é nova demais.

– Tem idade suficiente para ser Senhora de Winterfell depois que o irmão estiver morto. Tire sua virgindade e ficará um passo mais perto de obter o Norte. Faça-lhe um filho, e o prêmio está praticamente ganho. Precisa que eu lhe lembre que um casamento que não foi consumado pode ser posto de lado?

– Pelo Alto Septão ou um Concílio da Fé. Nosso atual Alto Septão é uma foca treinada que ladra lindamente quando recebe ordens para tal. É mais provável que o meu casamento seja anulado pelo Rapaz Lua do que por ele.

– Talvez devesse ter casado Sansa Stark com o Rapaz Lua. Ele talvez soubesse o que fazer com ela.

As mãos de Tyrion fecharam-se nos braços da cadeira.

– Já ouvi tudo o que pretendo ouvir sobre a virgindade de minha esposa. Mas já que estamos discutindo casamentos, por que é que não ouço nada sobre as núpcias iminentes de minha irmã? Se bem me lembro...

Lorde Tywin interrompeu-o.

– Mace Tyrell recusou minha oferta para casar Cersei com seu herdeiro Willas.

Recusou a nossa querida Cersei? – aquilo deixava Tyrion com o humor muito melhor.

– Quando abordei com ele pela primeira vez o assunto da união, pareceu bastante bem disposto – disse o pai. – Um dia mais tarde e tudo mudou. Obra da velha. Ela intimida implacavelmente o filho. Varys afirma que ela lhe disse que sua irmã era velha e usada demais para seu precioso neto perneta.

– Cersei deve ter adorado isso. – Soltou uma gargalhada.

Lorde Tywin lançou-lhe um frio olhar.

– Ela não sabe. Nem saberá. É melhor para todos se a oferta nunca tiver sido feita. Veja se não se esquece disso, Tyrion. A oferta nunca foi feita.

– Que oferta? – Tyrion tinha fortes suspeitas de que Lorde Tyrell podia acabar lamentando aquele vexame.

– Sua irmã será casada. A questão é: com quem? Tenho várias ideias... – Antes de poder enumerá-las, ouviu-se uma pequena batida na porta e um guarda enfiou a cabeça na sala para anunciar o Grande Meistre Pycelle. – Pode entrar – disse Lorde Tywin.

Pycelle entrou vacilante, apoiado em uma bengala, e parou durante tempo suficiente para lançar a Tyrion um olhar capaz de coalhar leite. Sua outrora magnífica barba branca, que alguém tinha incompreensivelmente aparado, estava crescendo rala e fina, deixando-o com disformes pelancas cor-de-rosa penduradas por baixo do queixo.

– Senhor Mão – disse o velho, fazendo a reverência mais profunda que conseguia sem cair –, chegou outra ave de Castelo Negro. Talvez possamos falar em particular?

– Não há necessidade. – Lorde Tywin fez sinal ao Grande Meistre Pycelle que se sentasse. – Tyrion pode ficar.

Oooooh, posso? Esfregou o nariz e esperou.

Pycelle limpou a garganta, o que envolvia bastante tosse e ruidosas escarradas.

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