Читаем A Tormenta de Espadas полностью

– Um homem que teme a batalha não conquista vitórias, sor.

– Não estamos falando de batalhas. Os portões de Meereen não se abrirão se aquele palerma cair. Por que arriscar uma vida por nada?

– Pela honra, diria eu.

– Já ouvi o suficiente. – Dany não precisava somar as discussões daqueles dois a todos os outros problemas que a afligiam. Meereen apresentava perigos bem mais sérios do que um herói cor-de-rosa e branco gritando insultos, e não podia se permitir distrações. Após Yunkai, sua tropa era constituída por mais de oitenta mil pessoas, mas menos de um quarto dela eram soldados. O resto... bem, Sor Jorah chamava-os de bocas com pés, e em breve estariam passando fome.

Os Grandes Mestres de Meereen tinham se retirado diante do avanço de Dany, colhendo tudo o que podiam e queimando o que não conseguiam colher. Por todo lado, a tropa de Dany fora recebida por campos carbonizados e poços envenenados. E o pior era que os meereeneses tinham pregado uma criança escrava em cada marco quilométrico ao longo da estrada costeira que vinha de Yunkai; tinham-nas pregado ainda vivas, com as entranhas saltando da barriga e sempre um braço estendido apontando o caminho para Meereen. À frente de sua vanguarda, Daario tinha dado ordens para que retirassem as crianças dos marcos antes que Dany fosse obrigada a vê-las, mas ela o desautorizou assim que foi informada disso.

– Eu quero vê-las – disse. – Quero ver cada uma delas, contá-las, e olhar seus rostos. E vou me lembrar.

Quando chegaram a Meereen, erguida na costa salgada ao lado de seu rio, a contagem somava cento e sessenta e três. Eu terei esta cidade, jurou Dany para si mesma mais uma vez.

O herói cor-de-rosa e branco levou uma hora provocando os sitiantes, zombando de sua virilidade, das mães, esposas e deuses. Os defensores de Meereen incentivavam-no a partir das muralhas da cidade.

– O nome dele é Oznak zo Pahl – disse-lhe o Ben Mulato Plumm quando chegou para o conselho de guerra. Era o novo comandante dos Segundos Filhos, escolhido pelo voto de seus mercenários. – Fui guarda-costas do tio dele, antes de me juntar aos Segundos Filhos. Os Grandes Mestres... que maduro monte de vermes. As mulheres não eram muito más, embora olhar para a mulher errada da maneira errada custasse a vida. Conheci um homem, o Scarb, esse Oznak arrancou-lhe o fígado. Disse que estava defendendo a honra de uma senhora, ah, sim, disse que o Scarb a tinha violado com os olhos. Como é que se viola uma mulher com os olhos, pergunto? Mas o tio dele é o homem mais rico de Meereen e o pai comanda a guarda da cidade, por isso tive de fugir como uma ratazana antes que me matasse também.

Viram Oznak zo Pahl desmontar de seu corcel branco, desatar a túnica, puxar o membro viril para fora e dirigir um jato de urina na direção geral do bosque de oliveiras onde o pavilhão dourado de Dany se erguia no meio das árvores queimadas. Ainda estava urinando quando Daario Naharis chegou a cavalo, de arakh na mão.

– Devo cortar aquilo em seu nome e enfiar goela dele abaixo, Vossa Graça? – seu dente brilhava, dourado, no meio do azul de sua barba bifurcada.

– É a sua cidade que eu quero, não o seu pequeno membro. – Mas estava se irritando. Se continuar ignorando isso, meu próprio povo vai me julgar fraca.

Mas quem podia enviar? Precisava tanto de Daario como de seus companheiros de sangue. Sem o extravagante tyroshi, não tinha controle sobre os Corvos Tormentosos, muitos dos quais tinham sido seguidores de Prendahl na Ghezn e Sallor, o Calvo.

No alto das muralhas de Meereen, as zombarias tinham se tornado mais ruidosas, e agora centenas dos defensores estavam seguindo o exemplo do herói e urinavam de cima das muralhas para demonstrar o desprezo que sentiam pelos sitiantes. Estão urinando sobre escravos, para mostrar o pouco que nos temem, pensou. Nunca se atreveriam a tal coisa se o que estivesse em volta de suas muralhas fosse um khalasar dothraki.

– Esse desafio deve ser enfrentado – voltou a dizer Arstan.

– E será – disse Dany, enquanto o herói guardava o pênis. – Diga a Belwas, o Forte, que preciso dele.

Foram encontrar o enorme eunuco pardo sentado à sombra do pavilhão de Dany, comendo uma salsicha. Terminou-a em três dentadas, limpou as mãos engorduradas nas calças e ordenou a Arstan Barba-Branca que fosse buscar suas armas. O idoso escudeiro afiava o arakh de Belwas todas as noites e esfregava-o com óleo vermelho vivo.

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