Quando Barba-Branca trouxe a espada, Belwas, o Forte, examinou o gume, soltou um grunhido, enfiou a lâmina de volta na bainha de couro e atou o cinto da espada em volta de sua vasta cintura. Arstan também tinha lhe trazido o escudo: um disco redondo de aço não maior do que uma fôrma de torta, que o eunuco segurava com a mão livre em vez de prender ao braço à maneira de Westeros.
– Arranje fígado e cebolas, Barba-Branca – disse Belwas. – Não para agora; para depois. Matar deixa Belwas, o Forte, com fome. – Não esperou resposta e saiu pesadamente do bosque de oliveiras na direção de Oznak zo Pahl.
– Por que aquele,
– Belwas, o Forte, foi escravo aqui nas arenas de luta. Se este bem-nascido Oznak cair perante um homem como ele, os Grandes Mestres ficarão cobertos de vergonha, ao passo que se vencer... bem, seria uma vitória fraca para alguém tão nobre, uma vitória da qual Meereen não poderá obter orgulho. – E ao contrário de Sor Jorah, Daario, Ben Mulato e seus três companheiros de sangue, o eunuco não liderava tropas, não planejava batalhas e não lhe dava conselhos.
Um clamor de excitação percorreu as linhas de sítio quando Belwas foi visto se deslocando lentamente na direção da cidade, e das muralhas e torres de Meereen vieram gritos e zombarias. Oznak zo Pahl voltou a montar, e esperou, com a lança listrada erguida. O corcel sacudiu impacientemente a cabeça e escavou a terra arenosa. Apesar de tão maciço, o eunuco parecia pequeno ao lado do herói no seu cavalo.
– Um homem cavalheiresco desmontaria – disse Arstan.
Oznak zo Pahl baixou a lança e avançou.
Belwas parou com as pernas bem afastadas. Numa mão tinha o pequeno escudo redondo e na outra, o
– Devíamos ter lhe dado cota de malha – disse Dany, de súbito ansiosa.
– A cota de malha só o atrasaria – disse Sor Jorah. – Nas arenas de luta não usam armaduras. O que a multidão corre para ver é sangue.
Voou poeira dos cascos do corcel branco. Oznak trovejou na direção de Belwas, o Forte, com o manto listrado escorrendo de seus ombros. A cidade de Meereen inteira parecia estar incentivando-o com gritos. As aclamações dos sitiantes pareciam poucas e frágeis se comparadas; os Imaculados de Dany mantinham-se em fileiras silenciosas, observando com rostos de pedra. Belwas podia ter também sido feito de pedra. Permaneceu imóvel no caminho do cavalo, com o traje bem apertado nas costas largas. A lança de Oznak foi apontada ao centro de seu peito. A brilhante ponta de aço da arma piscava à luz do sol.
– O que ele está fazendo? – quis saber Dany.
– Está dando espetáculo à multidão – disse Sor Jorah.
Oznak fez com que o cavalo rodeasse Belwas num largo círculo, após o que lhe enterrou as esporas no flanco e voltou a avançar. De novo Belwas esperou, e depois girou e afastou a ponta da lança. Dany ouviu a gargalhada trovejante do eunuco ecoar na planície quando o herói passou batido por ele.
– A lança é longa demais – disse Sor Jorah. – Tudo que Belwas tem de fazer é evitar a ponta. Em vez de tentar atravessá-lo tão esteticamente, o palerma devia simplesmente atropelá-lo.
Oznak zo Pahl carregou uma terceira vez, e agora Dany via claramente que ele estava
Da vez seguinte, o herói rosa e branco de Meereen tentou agir por antecipação, e virou a lança para o lado no último segundo para apanhar Belwas, o Forte, quando ele se esquivasse. Mas o eunuco também tinha antecipado essa tática, e dessa vez abaixou-se em vez de girar para o lado. A lança passou inofensivamente por cima de sua cabeça. E de repente Belwas estava rolando e brandindo o