Читаем A Tormenta de Espadas полностью

– Isso não nos diz respeito – preveniu Pernas-de-Aço a Jaime. – Lorde Bolton disse que a garota era deles para fazerem com ela o que quisessem.

– O nome dela é Brienne. – Jaime desceu os degraus, passando por uma dúzia de mercenários surpresos. Vargo Hoat ocupava o camarote do senhor, na fila de baixo. – Lorde Vargo – chamou por sobre os gritos.

O qohorik quase cuspiu o vinho.

Regifida? – tinha uma atadura desajeitada no lado esquerdo do rosto e o linho que cobria sua orelha estava manchado de sangue.

– Tire-a dali.

– Não fe meta nifto, Regifida, a menof que queira outro coto. – Brandiu uma taça de vinho. – O feu alfe fêmea arrancou-me uma orelha com of dentef. Pouco admira que o pai não queira refgatar um monftrengo deftes.

Um rugido fez Jaime se virar. O urso tinha dois metros e quarenta de altura. Gregor Clegane com pelagem, pensou, embora provavelmente mais esperto. O animal não tinha o alcance da Montanha com aquela sua monstruosa espada, porém.

Berrando de fúria, o urso mostrou uma boca cheia de grandes dentes amarelos e depois voltou a cair de quatro e arremeteu diretamente contra Brienne. Aí está a sua oportunidade, pensou Jaime. Ataque! Agora!

Mas, em vez disso, ela furou-o ineficazmente com a ponta da espada. O urso recuou, e avançou logo de seguida, urrando. Brienne deslizou para a esquerda e voltou a lançar uma estocada à cara do urso. Dessa vez, ele ergueu uma pata para afastar a espada com uma pancada.

Ele está cauteloso, percebeu Jaime. Já defrontou outros homens antes. Sabe que espadas e lanças podem feri-lo. Mas isso não o manterá afastado dela por muito tempo.

– Mate-o! – gritou, mas sua voz perdeu-se no meio de todos os outros gritos.

Se Brienne ouviu, não deu sinal. Moveu-se em volta da arena, mantendo as costas viradas para o muro. Perto demais. Se o urso a encurralar contra o muro...

O animal virou-se desajeitadamente, longe e depressa demais. Rápida como uma gata, Brienne mudou de direção. Aí está a garota de que me lembro. Deu um salto adiante para lançar um golpe às costas do urso. Rugindo, a fera voltou a se levantar nas patas traseiras. Brienne afastou-se precipitadamente. Onde está o sangue? Então, de repente, compreendeu.

– Deu uma espada de torneio a ela.

O bode zurrou uma gargalhada, fazendo chover sobre Jaime vinho e cuspe.

– Claro que fim.

Eu pago o maldito resgate dela. Ouro, safiras, o que quiser. Tire-a dali.

– Quer a garota? Vá bufcá-la.

E foi o que ele fez.

Jaime pôs a mão boa no parapeito de mármore e saltou por cima, rolando ao atingir a areia. O urso virou-se ao ouvir o pof, farejando, observando o novo intruso com precaução. Jaime apoiou-se num joelho. Bem, e o que é que, com os sete infernos, eu faço agora? Encheu o punho de areia.

– Regicida? – ouviu Brienne dizer, estupefata.

– Jaime. – Desdobrou-se, atirando a areia na cara do urso. O animal socou o ar e rugiu como brasas.

– O que você está fazendo aqui?

– Uma estupidez. Fique atrás de mim. – Descreveu um círculo na direção dela, colocando-se entre Brienne e o urso.

– Fique você atrás. Eu tenho a espada.

– Uma espada sem ponta e sem gume. Fique atrás de mim! – viu uma coisa meio enterrada na areia e apanhou-a com a mão boa. O objeto revelou ser um maxilar humano, com um pouco de carne esverdeada ainda presa ao osso, repleto de larvas. Encantador, pensou, perguntando a si mesmo de quem seria a cara que tinha na mão. O urso aproximava-se lentamente, e Jaime sacudiu o braço e atirou osso, carne e larvas na cabeça do urso. Errou por um bom metro. Devia cortar também a mão esquerda, de tão útil que ela me é.

Brienne tentou avançar em volta dele, mas Jaime deu-lhe um pontapé nas pernas e fez com que se desequilibrasse. A garota caiu na areia, agarrada à espada inútil. Jaime escarranchou-se sobre ela, e o urso avançou sobre ambos.

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