Читаем A Tormenta de Espadas полностью

– Nem sequer conseguiria fechá-la. A madeira está deformada demais. Mas eles não passarão por aqueles portões de ferro.

– Podem passar. Podiam quebrar a fechadura, ou as dobradiças. Ou subir pelo alçapão, como nós fizemos.

Um relâmpago rasgou o céu e Hodor choramingou. Então, um grande trovão rolou por sobre o lago.

– HODOR – rugiu o cavalariço, apertando as orelhas com as mãos e andando em círculos e aos tropeções através das trevas. – HODOR! HODOR! HODOR!

NÃO! – gritou-lhe Bran. – PARE DE HODORAR!

De nada serviu.

– HOOOODOR! – gemeu Hodor. Meera tentou segurá-lo e acalmá-lo, mas ele era forte demais. Atirou-a para o lado com apenas um encolher de ombros. – HOOOOOODOOOOOOOR! – gritou o cavalariço quando um relâmpago voltou a encher o céu, e agora até Jojen estava gritando, gritando para que Bran e Meera calassem Hodor.

– Fique quieto! – disse Bran numa voz esganiçada e assustada, tentando inutilmente alcançar a perna de Hodor quando ele passou ao seu lado, tentando alcançá-lo, tentando alcançá-lo.

Hodor vacilou e fechou a boca. Balançou lentamente a cabeça de um lado para o outro, deixou-se cair de novo no chão e sentou-se de pernas cruzadas. Quando o trovão ressoou, pareceu quase não ouvi-lo. Os quatro ficaram sentados na torre escura, quase sem se atreverem a respirar.

– Bran, o que você fez? – murmurou Meera.

– Nada. – Bran sacudiu a cabeça. – Não sei. – Mas sabia. Consegui alcançá-lo, da mesma forma que consigo alcançar o Verão. Bran tinha sido Hodor durante meio segundo. Aquilo assustava-o.

– Está acontecendo alguma coisa para lá do lago – disse Jojen. – Acho que vi um homem apontando para a torre.

Não vou ter medo. Ele era o Príncipe de Winterfell, filho de Eddard Stark, quase um homem-feito e, além disso, um warg, já não era um garotinho como Rickon. Verão não teria medo.

– O mais provável é que sejam homens dos Umber – disse. – Ou podem ser Knott, Norrey ou Flint descidos das montanhas, ou mesmo irmãos da Patrulha da Noite. Usavam mantos negros, Jojen?

– De noite, todos os mantos são negros, Vossa Graça. E o relâmpago apareceu e desapareceu depressa demais para eu ver o que vestiam.

Meera mostrava-se prudente.

– Se fossem irmãos negros, estariam montados, não é verdade?

Bran tinha pensado em outra coisa.

– Não importa – disse com confiança. – Eles não poderiam chegar até nós, mesmo se quisessem. A não ser que tenham um barco ou saibam do caminho pela água.

– O caminho elevado! – Meera esfregou os cabelos de Bran e beijou-o na testa. – Nosso querido príncipe! Ele tem razão, Jojen, esses homens não sabem do caminho elevado. E mesmo se soubessem, nunca o encontrariam à noite e na chuva.

– Mas a noite terminará. Se ficarem até de manhã... – Jojen deixou o resto por dizer. Uns momentos mais tarde, disse: – Eles estão alimentando a fogueira que o primeiro homem acendeu. – Um relâmpago cruzou o céu, e a luz encheu a torre e delineou-os nas sombras. Hodor balançava-se de um lado para o outro, cantarolando.

Bran conseguiu sentir o medo de Verão naquele instante luminoso. Fechou dois olhos e abriu um terceiro, e sua pele de garoto deslizou de cima de si como um manto ao deixar a torre para trás...

... e se ver na chuva, com a barriga cheia de veado, aninhando-se com medo na vegetação rasteira enquanto o céu se abria e ressoava por cima de si. O cheiro de maçãs podres e folhas molhadas quase afogava o odor dos homens, mas ele estava lá. Ouviu o tinir e deslizar da pele dura, viu homens se deslocando sob as árvores. Um homem com um pedaço de madeira e uma pele puxada por cima da cabeça passou por ele aos tropeções, deixando-o cego e surdo. O lobo rodeou-o a distância, por trás de um espinheiro que gotejava e por baixo dos ramos nus de uma macieira. Conseguia ouvi-los conversando, e sentiu, sob os odores de chuva, folhas e cavalo, o fedor vivo e vermelho do medo...



JON

O terreno estava coberto de agulhas de pinheiro e folhas sopradas pelo vento, um tapete de verde e marrom ainda úmido das chuvas recentes. Esguichava água por baixo dos pés do grupo. Enormes carvalhos de ramos nus, altas sentinelas e tropas de pinheiros marciais erguiam-se por toda a volta. Numa colina acima deles, erguia-se outra torre redonda, antiga e vazia, com um espesso musgo verde escalando o seu lado quase até o cume.

– Quem construiu aquilo, assim, tudo em pedra? – perguntou-lhe Ygritte. – Algum rei?

– Não. Foram só os homens que viviam aqui.

– O que aconteceu com eles?

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