Читаем A Tormenta de Espadas полностью

Viu os estandartes esvoaçando quando os cavaleiros emergiram da verde floresta viva numa longa coluna poeirenta. Dali até o rio, só restavam árvores nuas e enegrecidas, um legado de sua batalha. Estandartes demais, pensou amargamente, enquanto observava as cinzas que eram levantadas pelos cascos dos cavalos que se aproximavam, tal como tinham sido erguidas pelos cascos da vanguarda Tyrell antes de ela esmagar Stannis pelo flanco. Aparentemente, Martell trouxe metade dos senhores de Dorne. Tentou pensar em algum bem que pudesse advir disso, mas não conseguiu.

– Conta quantos estandartes? – perguntou a Bronn.

O cavaleiro mercenário pôs a mão acima dos olhos para tapar o sol.

– Oito... não, nove.

Tyrion virou-se na sela.

– Pod, venha aqui. Descreva as armas que vê e diga-me que casas representam.

Podrick Payne aproximou-se em seu castrado. Transportava o estandarte real, o grande veado e leão de Joffrey, e lutava com o seu peso. Bronn levava o estandarte de Tyrion, o leão de Lannister em ouro sobre carmesim.

Ele está ficando mais alto, percebeu Tyrion quando Pod ficou em pé sobre os estribos para ver melhor. Em breve vai fazer sombra em mim como todos os outros. O garoto andara fazendo um estudo diligente da heráldica de Dorne, por ordem de Tyrion, mas estava nervoso, como sempre.

– Não consigo ver. O vento está agitando os estandartes.

– Bronn, diga ao garoto o que vê.

Bronn parecia muito cavaleiro naquele dia, com gibão e manto novos, e o colar flamejante sobre o peito.

– Um sol vermelho em fundo laranja – anunciou – com uma lança espetada na parte de trás.

– Martell – disse imediatamente Podrick Payne, visivelmente aliviado. – A Casa Martell de Lançassolar, senhor. O Príncipe de Dorne.

– Até meu cavalo saberia essa – disse secamente Tyrion. – Mande outra, Bronn.

– Há uma bandeira púrpura com bolas amarelas.

– Limões? – perguntou Pod em tom esperançoso. – Um fundo púrpura coberto de limões? Da Casa Dalt? De... de Limoeiros.

– Pode ser. A próxima é um grande pássaro preto sobre fundo amarelo. Com qualquer coisa rosa ou branca nas garras, é difícil saber o que, com a bandeira tremulando.

– O abutre de Blackmont segura um bebê nas garras – disse Pod. – A Casa Blackmont de Monpreto, sor.

Bronn soltou uma gargalhada.

– Outra vez lendo livros? Os livros vão arruinar seu olho da espada, garoto. Também vejo um crânio. Um estandarte preto.

– O crânio coroado da Casa Manwoody, osso e ouro sobre negro. – Pod soava mais confiante a cada resposta correta. – Os Manwoody de Tumbarreal.

– Três aranhas pretas?

– São escorpiões, sor. Casa Qorgyle de Arenito, três escorpiões negros sobre vermelho.

– Vermelho e amarelo, com uma linha em zigue-zague entre eles.

– As chamas de Toca do Inferno. Casa Uller.

Tyrion estava impressionado. O rapaz não é nada burro, depois de desatada a língua.

– Continue, Pod – instou. – Se acertar todos, lhe darei um presente.

– Uma rodela com fatias vermelhas e pretas – disse Bronn. – Há uma mão dourada no centro.

– A Casa Allyrion de Graçadivina.

– Uma galinha vermelha comendo uma cobra, parece.

– Os Gargalen de Costa do Sal. Um basilisco. Sor. Perdão. Não é galinha. Vermelho, com uma serpente negra no bico.

– Muito bem! – exclamou Tyrion. – Mais um, garoto.

Bronn examinou as fileiras de dorneses que se aproximavam.

– O último é uma pena dourada sobre xadrez verde.

– Jordayne da Penha.

Tyrion soltou uma gargalhada.

– Nove, e muito bem. Eu mesmo não teria conseguido identificar a todos. – Aquilo era uma mentira, mas daria ao rapaz certo orgulho, e isso era algo de que ele precisava desesperadamente.

O Martell traz alguns formidáveis companheiros, ao que parece. Nenhuma das casas que Pod havia identificado era pequena ou insignificante. Nove dos maiores senhores de Dorne subiam a estrada do rei, eles ou seus herdeiros, e de algum modo não parecia a Tyrion que tivessem percorrido toda aquela distância só para ver o urso dançarino. Havia ali uma mensagem. E não é uma mensagem que me agrada. Perguntou a si mesmo se teria sido um erro enviar Myrcella para Lançassolar.

– Senhor – disse Pod, com uma certa timidez –, não há nenhuma liteira.

Tyrion virou vivamente a cabeça. O rapaz tinha razão.

– Doran Martell viaja sempre numa liteira – disse o garoto. – Uma liteira entalhada, com cortinas de seda e sóis nos panos.

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