Читаем Gai-jin полностью

— Eu diria que seria um risco legal, almirante. Sir William concordou ou aprovou sua intenção?



— Ainda não. Eu gostaria que você e os outros... mercadores fizessem isso de bom grado. E que o mesmo acontecesse com os fuzis de carregar pela culatra, cartuchos, canhões e navios de guerra.



— Greyforth concordou com uma proposta tão espantosa?



O pescoço tornou a ficar vermelho.



— Não.



Malcolm pensou por um momento. Ele e Jamie haviam concluído antes que seria esse o tema da reunião com o almirante. E mais a carta de sua mãe.



— Teremos uma reunião com Sir William dentro de poucos dias — disse ele. — Eu me sentiria honrado se comparecesse, como meu convidado especial. Todos os mercadores ouviriam o que tem a dizer.



— Minhas posições já são bem conhecidas. Vocês, entre todas as pessoas, deveriam saber de que lado do pão está a manteiga, que sem a esquadra para protegê-los e às suas rotas comerciais, ficariam desamparados. Se abastecem os nativos com canhões, ameaçam a marinha real, ajudam a afundar seus próprios navios, assassinam seus compatriotas e se expõem à ruína!



— Se tomar o exemplo da China ou de qualquer outro...



— É justamente o meu ponto, Sr. Struan! — exclamou o almirante. — Se os nativos não tivessem nossos armamentos, o motim nunca teria ocorrido, as revoltas por toda parte seriam contidas mais depressa, os selvagens no mundo inteiro poderiam ser educados com mais facilidade, o comércio útil seria conduzido em paz e a ordem no mundo floresceria, sob a benevolência da Pax Britannica. E piratas miseráveis não teriam os meios de disparar contra a minha nave capitânia! E sem a marinha real dominando os mares, não há Pax Britannica, não há império britânico, nem comércio, e voltaremos à idade das trevas!



— Confidencialmente, tem toda razão, almirante — disse Malcolm, com um fervor simulado.



Ele seguia o conselho de tio Chen:



— Quando um mandarim está furioso com você, por qualquer motivo, trate logo de concordar “confidencialmente” que ele tem toda razão. Sempre poderá assassiná-lo mais tarde, quando ele estiver dormindo.



Ao longo dos anos, eleja se envolvera na mesma discussão com o exército, marinha e representantes do governo. E testemunhara o pai e a mãe discutindo, o pai pelo livre comércio, a mãe pela moralidade, o pai esbravejando sobre o insolúvel triângulo do ópio, a mãe veemente contra o ópio mesmo assim — e também contra a venda de armas —, a verdade dos dois lados, ambos inflexíveis, a discussão sempre terminando com o pai bebendo até o estupor, a mãe sorrindo, com aquele seu sorriso fixo e irritante, que nada podia dissipar, e sempre a farpa final do pai:



— Meu velho... e seu príncipe encantado... o grande demônio de olhos verdes Dirk foi quem iniciou o comércio, com isso prosperamos e que Deus nos ajude!



Muitas vezes ele especulara — mas nunca ousara perguntar — se a mãe realmente era apaixonada pelo pai, em vez do filho, e só aceitara o filho porque não podia ter o pai. Sabia que nunca perguntaria, e se o fizesse, ela apenas exibiria aquele seu sorriso fixo e responderia: “Ora, Malcolm, não seja absurdo.”



— Confidencialmente, tem toda razão, almirante — repetiu ele.



Ketterer tomou o resto do porto em seu copo, serviu-se de mais.



— Já é alguma coisa, por Deus! — O almirante levantou os olhos. — Sendo assim, vai providenciar para que a Struan não se empenhe na venda de armas aqui?



— Claro que vou levar em consideração tudo o que disse e consultar os outros mercadores.



Ketterer tirou um lenço do bolso, assoou o nariz, aspirou uma pitada de rapé, espirrou, tornou a assoar o nariz. Depois que a cabeça desanuviou, os olhos irados fitaram o jovem, irritado por não perceber qualquer enfraquecimento.



— Pois então deixe-me expor o problema de outra maneira. Confidencialmente, você concorda que ajudar os japas a adquirir canhões, canhões britânicos, qualquer maldito canhão, ou navios de guerra britânicos, é uma estupidez?



— Se eles tivessem uma marinha comparável à nossa seria um er...



— Um desastre! Um desastre total e uma estupidez!



— Concordo.



— Ótimo. Gostaria que persuadisse todos os outros mercadores a partilhar de sua opinião: nada de armas de fogo aqui, canhões em particular, nem ópio. Confidencialmente, é claro.



— Terei o maior prazer em expor essas opiniões, almirante.



Ketterer soltou uma risada. Malcolm começou a se levantar, não querendo ser acuado.



— Um momento, Sr. Struan. Mais outro assunto, antes de se retirar. Um assunto particular. — O almirante gesticulou para o envelope e a carta na mesa. — Aquilo. Da Sra. Struan. Já sabe do que se trata?



— Sei, sim.



Ketterer empurrou a carta para o centro da mesa.



— Sua Casa Nobre é supostamente a primeira da Ásia, embora eu tenha sido informado que a Brock começa a ultrapassá-la agora. Mas não importa qual tenha a Primazia, podem ser um conduto para o bem. Eu gostaria que você e sua companhia estivessem comigo nesta causa justa. Muito justa, Sr. Struan.



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