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Hiraga balançou a cabeça. Era evidente que o shoya estava sendo desonesto escondendo a verdade ou distorcendo-a. Mas isso é apenas o normal para mercadores e emprestadores de dinheiro, pensou ele, decidindo de repente manter em reserva qualquer encontro entre Mukfey e aquele homem, e também deixar para mais tarde a última informação sobre kompeni, que por algum motivo não podia compreender, e o intrigava mais do que o resto: que se fosse você quem formava a kompeni, decidia quantas stoku reservava para si mesmo, sem pagamento, e se o número equivalesse a cinqüenta e um ou mais de cada cem, então você tinha o poder sobre a kompeni. Mas por que...



Sua cabeça quase explodiu com a súbita compreensão: Sem nenhum desembolso, você se toma o xógum da kompeni, e quanto maior a kompeni, maior o xógum... sem desembolso!



Quando sonno-joi for um fato, pensou ele, nós — o conselho de samurais — vamos recomendar ao imperador que apenas o nosso conselho poderá formar kompeni, e assim, depois de tanto tempo, vamos controlar todos os parasitas, os mercadores e emprestadores de dinheiro!



— Otami-sama — disse o shoya, sem ter percebido qualquer mudança em Hiraga, sua própria mente em turbilhão pelas maravilhosas informações que obtivera —, meus superiores ficarão muito agradecidos, tanto quanto eu. Depois que conseguirmos avaliar todos os seus brilhantes pensamentos e idéias, eu poderia ter uma oportunidade de fazer umas poucas perguntas insignificantes?



— Claro — respondeu Hiraga, exultante com o futuro róseo. Quanto mais perguntas, melhor... pois me obrigarão a compreender primeiro. — Talvez quando tiver mais notícias sobre Ogama e Yoshi, ou os shishi, ou aquela mulher. Shuriken, você disse?



— Farei o melhor que puder — respondeu o shoya, sabendo que um acordo fora fechado. Depois, sua mente levou-o de volta a uma peça essencial do quebra-cabeça que estava faltando. — Por favor, posso perguntar o que é essa kompeni! E como parece?



— Não sei — respondeu Hiraga, também perplexo.







— Ainda bem que foi pontual, Sr. Struan — disse o almirante Ketterer, ríspido.



— Não é o normal para... hum... mercadores. — Ele ia dizer “vendeiros”, mas decidiu que havia tempo mais tarde para uma salva. — Sente-se, por favor. Aceita um xerez?



— Um seco. Obrigado, almirante.



O ordenança serviu um copo, reabasteceu o porto do almirante e se retirou. Eles levantaram o copo, sem qualquer cordialidade. Não havia outros papéis na mesa além de um documento oficial, um envelope aberto, e uma carta. Malcolm reconheceu a letra da mãe.



— Em que posso servi-lo? — perguntou ele.



— Sabe que alguns dos meus marujos foram mortos por piratas chineses, disparando canhões britânicos baseados na praia, durante o combate na baía de Mirs. Canhões britânicos.



— Já li os relatórios a respeito, mas não sei com certeza se eram mesmo de fabricação britânica.



— Pois eu tenho. Certifiquei-me pessoalmente. — Irritado, o almirante pegou o documento. — A investigação inicial do governador sugere que os prováveis culpados foram a Struan ou a Brock.



Malcolm sustentou sem medo o olhar do homem mais velho, de rosto corado.



— Ele pode sugerir o que quiser, almirante, mas é melhor que qualquer acusação formal esteja sustentada por provas, ou ficaríamos muito aborrecidos, e os Brocks apopléticos. Não estou a par de nenhum negócio assim e, de qualquer forma, a venda de armamentos não é proibida pelo Parlamento. Norbert Greyforth sabe de alguma coisa?



Jamie o avisara que Greyforth também fora convocado pelo almirante, às dez e meia, mas só aparecera às onze horas, e que a reunião durara apenas três minutos. O pescoço de Ketterer ficou vermelho, ao recordar a reação inflamada de Greyforth.



— Não. Aquele... aquele sujeitinho impertinente recusou-se a discutir o assunto. E você?



— Não sei o que quer discutir, almirante.



— A questão da importação e venda de armamentos para os nativos aqui. E navios de guerra. E ópio.



Malcolm disse, com o maior cuidado:



— Somos mercadores na China e negociamos de acordo com as leis britânicas. Nenhuma dessas mercadorias é proibida por lei.



— O ópio em breve será.



— Quando isso acontecer, deixará de ser negociado.



— É contra a lei chinesa, agora, e contra a lei nativa aqui!



— A Struan não negocia ópio aqui, deixe-me repetir, não negocia ópio aqui, embora não seja contra a lei britânica.



— Mas reconhece que o comércio é pernicioso e imoral.



— Reconheço, mas no momento é aprovado pelo governo de sua majestade e, infelizmente, é a única mercadoria que podemos negociar pelo chá da China, do qual o Parlamento obtém enormes tributos.



— Conheço muito bem o problema da China. Gostaria que você e sua companhia se antecipassem à lei agora, concordando voluntariamente em nunca importarem ópio para o Japão.



— Não estamos negociando ópio aqui.



— Ainda bem. Se eu descobrir navios transportando ópio, tenciono confiscar a carga e o navio.



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