Читаем A Tormenta de Espadas полностью

– Há quanto tempo fala? Não que tenha alguma coisa sensata a dizer, seu pai nunca teve. E, além do mais, ele é filho de um bastardo, heh. Vá embora, só queria Freys aqui em cima. O Rei no Norte não se interessa por material ilegítimo. – Lorde Walder olhou de relance para Robb, enquanto Guizo sacudia a cabeça e tilintava. – Aqui estão elas, todas donzelas. Bem, e uma viúva, mas há quem goste de uma mulher já domada. Podia ter escolhido qualquer uma.

– Teria sido uma escolha impossível, senhor – disse Robb com uma cortesia cuidadosa. – São todas adoráveis demais.

Lorde Walder fungou.

– E ainda dizem que os meus olhos são ruins. Algumas serviriam bastante bem, suponho. Outras... bem, não importa. Não eram suficientemente boas para o Rei no Norte, heh. O que tem agora a dizer?

– Minhas senhoras – Robb parecia desesperadamente desconfortável, mas sabia que aquele momento chegaria e enfrentou-o sem vacilar. – Todos os homens devem cumprir com a palavra dada, e os reis mais do que ninguém. Eu prometi me casar com uma de vocês e quebrei esse juramento. A culpa não cabe a vocês. Fiz o que fiz não por desfeita, mas sim porque amava outra. Não há palavras que possam corrigir o que foi feito, bem sei, mas venho perante vocês para lhes pedir perdão, e que os Frey da Travessia e os Stark de Winterfell possam voltar a ser amigos.

As meninas menores agitaram-se ansiosamente. As irmãs mais velhas esperaram por Lorde Walder, em seu trono negro de carvalho. O Guizo sacudiu-se de um lado para o outro, com os guizos tilintando no colar e na coroa.

– Ótimo – disse o Senhor da Travessia. – Isso foi muito bom, Vossa Graça. “Não há palavras que possam corrigir o que foi feito”, heh. Bem dito, bem dito. Espero que não se recuse a dançar com as minhas filhas no banquete de casamento. Isso satisfaria o coração de um velho, heh. – Balançou sua cabeça enrugada e rosada para cima e para baixo, de uma forma muito semelhante ao jeito como o neto retardado tinha feito, embora Lorde Walder não usasse guizos. – E ali está ela, Lorde Edmure. A minha filha Roslin, o meu botãozinho mais precioso, heh.

Sor Benfrey introduziu-a no salão. Eram parecidos o suficiente para serem irmãos completos. Considerando a idade, ambos eram filhos da sexta Senhora Frey; uma Rosby, segundo Catelyn julgava recordar.

Roslin era pequena para a idade, com uma pele tão branca como se tivesse acabado de sair de um banho de leite. Tinha um rosto agradável, com um queixo pequeno, nariz delicado e grandes olhos castanhos. Espessos cabelos castanhos caíam em ondas soltas até uma cintura tão minúscula que Edmure seria capaz de envolvê-la com as mãos. Por baixo do corpete rendado de seu vestido azul-claro, os seios pareciam pequenos, mas bem formados.

– Vossa Graça. – A garota ajoelhou-se. – Lorde Edmure, espero não ser um desapontamento para o senhor.

Longe disso, pensou Catelyn. O rosto do irmão tinha se iluminado ao vê-la.

– É para mim um deleite, senhora – disse Edmure. – E sei que o será sempre.

Roslin tinha uma pequena fenda entre dois de seus dentes da frente que a deixava tímida com os sorrisos, mas a falha era quase cativante. Bastante bonita, pensou Catelyn, mas tão pequena, e tem sangue Rosby. Os Rosby nunca tinham sido robustos. Preferia de longe as constituições de algumas das moças mais velhas presentes no salão; filhas ou netas, não podia ter certeza. Pareciam-se com os Crakehall, e a terceira esposa de Lorde Frey pertencera a essa Casa. Quadris largos para dar à luz crianças, grandes seios para criá-las, braços fortes para carregá-las. Os Crakehall sempre foram uma família de ossos grandes e fortes.

– O senhor é gentil – disse a Senhora Roslin a Edmure.

– A senhora é linda. – Edmure tomou sua mão e ergueu-a. – Mas por que está chorando?

– De alegria – disse Roslin. – Choro de alegria, senhor.

Basta – interrompeu Lorde Walder. – Pode chorar e sussurrar depois de estar casada, heh. Benfrey, leve a sua irmã de volta aos seus aposentos, ela precisa se preparar para um casamento. E umas núpcias, heh, a melhor parte. Para todos, para todos. – A boca moveu-se para dentro e para fora. – Teremos música, uma música tão doce, e vinho, heh, o tinto correrá, e vamos endireitar algumas coisas tortas. Mas agora estão cansados, e também molhados, pingando no meu chão. Há lareiras à sua espera, e vinho quente com especiarias, e banhos, se os quiserem. Lothar, leve nossos hóspedes às suas acomodações.

– Tenho de tratar da travessia de meus homens para a outra margem, senhor – disse Robb.

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