Читаем Gai-jin полностью

— Tweet não é confiável, pode querer adiar até segunda-feira... e de qualquer maneira há o problema do navio de correspondência, que não esperará além de meio-dia.



Ele pedira ao comandante para protelar a partida, mas o navio já tinha algum atraso, e Biddy dissera que era o máximo que podia fazer.



— Temos de embarcar, não pode haver a menor dúvida quanto a isso — declarou Hoag. — Angelique deve comparecer ao funeral em Hong Kong.



— Eu me oponho — interveio Heavenly. — Mas se ela for, irei também.



— Padre Leo — insistiu Angelique. — Falarei com ele.



— Não seria conveniente — protestou Jamie. — Há uma outra solução, Angelique. Um sepultamento no mar não exige um capelão. Um capitão de navio pode celebrar o serviço, assim como Marlowe oficiou seu casa...



Ela recuperou a esperança.



— Pediremos a John! Depressa, vamos...



— Não será possível. Já verifiquei. Ele está na nave capitânia, reunido com Ketterer. Angelique, sou o capitão desta embarcação, tenho uma carta de navegador, embora antiga, e já testemunhei inúmeros sepultamentos no mar para saber o que fazer. Nunca fiz isso antes, mas não importa. Temos testemunhas. Se você quiser, posso oficiar... seria legal.



Ele viu a confusão de Angelique e olhou para Skye.



— Heavenly, não é legal? Pelo amor de Deus, é ou não é?



— Seria legal.



O nervosismo de Skye aumentou, quando uma onda, maior do que as outras, bateu no lado da embarcação. Hoag também estava assustado. Jamie tornou a respirar fundo.



— Angelique, toda essa idéia do sepultamento é bizarra, para dizer o mínimo e um pouco mais não fará mal nenhum a Malcolm. Trouxe uma Bíblia e o exemplar dos regulamentos navais. Tive de ir buscá-los, foi por isso que me atrasei. O que diz?



Em resposta, ela abraçou-o, as lágrimas escorrendo pelas faces.



— Vamos começar. Por favor, Jamie, depressa.



Jamie McFay apertou-a, achando muito agradável a proximidade. Skye indagou:



— E o contramestre e o foguista?



Jamie respondeu rispidamente:



— Já disse que cuidarei deles!



Ele desvencilhou-se, com toda gentileza, abriu a porta da cabine e gritou:



— Contramestre, vamos zarpar! Siga para Kanagawa!



— Pois não, senhor.



Contente por uma decisão ter sido tomada, o contramestre levou a embarcação para o mar, seguindo para o norte, a caminho da praia no outro lado. As ondas balançavam o cúter, desviavam-no do curso, mas não muito, o vento ainda dentro dos limites razoáveis, o céu prometendo não se tornar pior do que antes. Cantarolar uma canção do mar fê-lo se sentir melhor. Jamie logo foi ao seu encontro.



— Siga para o cais da legação. Vamos trazer um caixão para bordo... — Ele viu o contramestre morder com força o cachimbo. — Um caixão. Depois, sairemos pelo mar por uma légua, até águas profundas, e o sepultaremos. Teremos uma cerimônia, e você vai participar, junto com seu foguista. Alguma pergunta?



— Eu, senhor? Nenhuma.



Jamie acenou com a cabeça, tenso, e tornou a descer. Os outros não disseram nada, observando a linha da costa, com Kanagawa bem na frente.



Na casa do leme, o contramestre pegou o tubo de comunicação de metal, ao lado do timão, e berrou para o foguista lá embaixo, na casa de máquinas:



— Toda força à frente, Percy!







O barracão ficava no lugar que Hoag indicara, a fácil alcance do cais. O caixão fora deixado num banco de madeira. Skye, Hoag, o contramestre e o foguista levantaram-no com facilidade, cada um pegando num canto. Depois que eles saíram, Jamie fechou a porta e seguiu-os. Achara que era melhor para Angelique permanecer na cabine. Uns poucos pescadores e aldeões passaram por eles, fizeram reverências e se afastaram apressados, não querendo qualquer proximidade com os gai-jin. Foi mais difícil manobrar o caixão para bordo. O convés subindo e descendo, escorregadio da água do mar, era perigoso.



— Esperem um pouco — balbuciou o foguista. — Deixem-me embarcar primeiro.



Ele era baixo, usava um gorro de lã esfiapado, ombros largos, antebraços enormes. Passando para o convés, firmou-se com os pés bem abertos, agarrou o caixão pelo meio, puxou-o para bordo, em parte por dentro da cabine, quase que sozinho. O esforço, dilatando as veias, levou-o a soltar um peido, involuntário e estrondoso.



— Peço perdão a todos — resmungou ele, depois puxou o caixão para um ponto ainda mais seguro.



Uma extremidade entrava na cabine, a outra se projetava para a popa.



— Vamos amarrá-lo assim — disse Jamie.



— Certo, senhor.



— Boa tarde, Dr. Hoag.



A voz era severa. Surpresos, todos se viraram. O sargento Towery e outro soldado observavam-nos, ameaçadores.



— Ahn... boa tar... olá, sargento — disse Hoag, a voz estrangulada.



Ele ficou imóvel, assim como os outros. Towery adiantou-se, examinou o caixão.



— Mas o que temos aqui? Levando o sacana... peço perdão, madame... levando o caixão para Iocoama, hem?



— Nós... ele pediu para ser sepultado no mar, sargento — disse Hoag. — O Sr. McFay gentilmente emprestou o cúter e aqui estamos.



— No mar, hem? — O sargento Towery fitou-os, um de cada vez, como se quisesse gravar seus rostos na memória. — Muito louvável, eu diria.



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