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Seu corpo estava repousado. Não havia dor de cabeça lancinante, nem mesmo pequena, nenhum clamor interior. Sabendo de imediato onde se encontrava, quem era e por que se achava ali, por que sozinha, e o que acontecera. Experimentando de novo, observando a si mesma no pesadelo desperta, consciente de tudo, mas não envolvida, não envolvida de fato: observando a si mesma sendo acordada pelo grito estridente de Chen, arrancada do sono, vendo a si mesma em pânico, sacudindo Malcolm para acordá-lo também, vendo o sangue em suas pernas, horrorizada por um momento, com medo de ter se cortado demais, depois compreendendo que era o sangue dele, que ele estava morto, morto, morto.



Saltando da cama nua, sem percebê-lo, apavorada, gritando, não acreditando no que olhos e ouvidos lhe diziam, rezando para que fosse um sonho, outras pessoas entrando correndo no camarote, Ah Soh, Ah Tok, alguém cobrindo-a, vozes, gritos, perguntas e mais perguntas, até o camarote sufocá-la na escuridão e terror. Depois, na ponte de comando, congelando e ardendo, perguntas sem respostas, sua boca trancada, a cabeça em fogo, o cheiro de sangue, o gosto de sangue, sangue em sua virilha, sangue nas mãos, nos cabelos, o estômago se rebelando.



Ah Soh ajudando-a a entrar num banho, a água fria, nunca bastante quente para limpá-la, até sua morte, mais náusea, e depois o veneno ofuscante a dominá-la, a afogá-la, até que se vira gritando para Hoag, uma imagem de feiúra, feio demais.



Ela estremeceu. Terei essa aparência quando ficar velha? Quão velha é ser velha? Não muito, com certeza. O que exatamente dissera a Hoag não podia recordar, nem mesmo agora, apenas que o veneno fora expelido, e com a torrente viera o sono bom.



Tenho muito que agradecer a Hoag, e muito para detestar em Babcott... pois sua poção para dormir começou a me mergulhar no desespero. Não tenho mais medo, não estou mais desesperada, não compreendo por que, mas é verdade... graças a Malcolm e a Hoag, àquele pequeno advogado fedorento, com um hálito insuportável, e a André. André ainda é sensato, ainda é meu confidente, e assim permanecerá, contanto que eu lhe pague. Ele é um chantagista, sem dúvida. Mas isso não importa. Para ajudar a si mesmo, ele tem de me proteger, e no final das contas há um Deus no céu, e os caminhos de Deus podem ser lentos, mas não falham.



Posso tratar da minha vida agora, eu acho, se for cuidadosa.



Madona, concordamos há muito tempo que eu tinha de ajudar a mim mesma, não podia ser dependente de um homem, ou homens, como o resto das minhas pobres irmãs. Sei que sou uma pecadora. Malcolm foi de fato o único que já conheci que desejei de verdade, amei de verdade, com quem quis casar, amei como só uma adolescente tola pode amar. O primeiro amor é o verdadeiro amor? Ou o amor é uma emoção adulta? Sou adulta agora. Meu amor por Malcolm era adulto. Acho que sim e espero que sim.



Mas meu querido morreu. Aceito isso. E agora?



Tess? Hong Kong? André? Gornt? O lar? Tess?



Uma coisa de cada vez.



Primeiro, meu querido deve ser posto para repousar. De forma apropriada.



Ela olhou para o cofre, a porta fechada, mas não trancada. Levantou-se, abriu toda a porta, estendeu a mão, comprimiu uma pequena e oculta depressão no funo. Parte da parede da esquerda se abriu. Na cavidade, havia alguns papéis, outro sinete pessoal, outra bolsa com moedas e notas. Um vidro do medicamento dele. Uma caixa pequena. Uma semana antes, Malcolm lhe mostrara a cavidade secreta, sorrindo.



— Não há muita coisa para esconder por enquanto, pois todas as coisas importantes ficaram em Hong Kong, com a mãe, os documentos sobre ser o tai-pan, uma cópia do testamento do pai, o testamento da mãe, o sinete do tai-pan, assim por diante. Isto... — Ele dera de ombros, os olhos brilhando. — ...é para miudezas, os presentes secretos que eu possa lhe dar, se for muito boa, e me amar até a loucura...



Angelique abriu a caixa. Um anel de ouro, com rubis. Não muito valioso, mas o suficiente. Os documentos eram dos negócios, listas de números, que ela não entendia.



E nada de testamento.



Droga, pensou ela, sem raiva. Tornaria o futuro mais simples. Fora o que André ressaltara.



Ele fora chamado por Vargas naquela manhã, a seu pedido, da lista de pessoas que haviam comparecido e deixado cartões.



Monsieur Vargas, primeiro meu alfaiate, preciso de roupas de luto com urgência. Depois, monsieur André e o Sr. Skye... não há necessidade de incomodar o Sr. McFay, até eu mandar chamá-lo. Para qualquer outra pessoa, estou descansando. — Uma pausa, e ela acrescentara, com o maior cuidado: — E, monsieur, cuide disso tudo com a discrição que meu marido disse que possui. Receberei a todos na sala do tai-pan.



Ela percebera um brilho nos olhos de Vargas ao “tai-pan”, mas ele nada dissera, e por isso não houvera necessidade de ser mais firme. A sala fora escolhida com todo cuidado, e quando o velho alfaiate chegara, com Vargas, Angelique dissera:



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