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— Lamento, mas a resposta é não.



Struan suspirou, relaxou um pouco, e jogou seu último trunfo.



— Angel!



Ela ouviu-o na segunda chamada e voltou, com o tenente Lloyd ao seu lado.



— Angel, gostaria de casar hoje, neste momento? — indagou ele, amando-a demais. — John Marlowe pode celebrar a cerimônia, se quiser. O que acha?



Angelique mostrou-se espantada, e não ouviu Marlowe dizer que lamentava muito, mas não podia fazê-lo. Só que ele foi detido pelo ardor do abraço e beijo de Angelique, que depois fez a mesma coisa com Struan, várias vezes.



— Mas claro que eu adoraria! Oh, John, seria maravilhoso... obrigada, muito obrigada... seria maravilhoso... por favor...



Ela suplicou com outro abraço, e Marlowe se ouviu dizer:



— Claro, claro... por que não? Terei o maior prazer.



Ele falou as palavras fatídicas baixinho, embora se sentisse por dentro mais furioso do que nunca, e ainda tivesse a intenção de dizer não. O timoneiro sacramentou a questão com um grito alegre:



— Três vivas para o capitão Marlowe! Teremos um casamento a bordo!







O almoço foi um hilariante festim pré-nupcial, apenas dois ou três copos de vinho para testar e saborear a qualidade excepcional, o resto deixado para mais tarde, com todos muitos excitados, e ansiosos em começar logo. Depois de tomar a decisão, Marlowe ordenou que a fragata partisse para alto-mar com todas as velas içadas e tornou-se o mais entusiástico partidário, querendo que a cerimônia fosse memorável e perfeita. Mas antes de propor um brinde pré-nupcial, ao final da refeição, ele disse, solene:



— Só Deus sabe se será mesmo legal, mas nada pude encomtrar nos regulamentos navais para dizer que não será, ou que não pode ser consumado, nada se refere à idade das pessoas, apenas que ambos devem declarar sua concordância formal, diante de testemunhas, que dão seu consentimento por livre e espontânea vontade, e assinarem um depoimento, que incluirei no diário de bordo. Ao desembarcarmos, todo o inferno ficará à solta, além dos parabéns. Talvez devam providenciar uma cerimônia religiosa, pois as duas Igrejas vão protestar com veemência pelo que vamos fazer.



Angelique percebeu uma certa apreensão por trás das palavras.



— Mas está tudo bem, não é, John? Malcolm me falou sobre as oposições e o padre Leo... — Ela torceu o nariz, em repulsa. — Você não vai se meter numa encrenca, não é?



— Nem pense nisso, pois o almirante deu permissão — respondeu Marlowe com mais entusiasmo do que sentia. — Mas chega de falar sobre isso. À saúde de vocês e às futuras gerações!



Angelique começou a se levantar para beber também, mas Struan a deteve.



— Desculpe, querida, mas dá azar beber à própria saúde. É um velho costume. Além disso, a bordo dos navios da marinha real, as pessoas sempre fazem o brinde sentadas.



— Ah, sinto muito!



Sua mão esbarrou num copo, jogando-o contra outro, que começou a retinir. No mesmo instante, Marlowe e Struan se inclinaram para interromper a vibração. Malcolm explicou:



— É outra antiga superstição do mar, querida. Se você deixa o retinido de um copo acabar por si mesmo, um marujo se afoga em algum lugar do mundo.



— Ahn... — O rosto de Angelique perdeu o brilho. — Eu gostaria de saber disso antes. Muitas vezes, no passado...



— Não precisa se preocupar — interrompeu-a Marlowe. — Se você não sabe, então a superstição não conta. Certo, Malcolm?



— É isso mesmo. Eu gostaria de propor um brinde, Angelique, a John Marlowe, capitão da marinha real, cavalheiro, e o melhor amigo que temos!



O pequeno camarote transbordava de conversa animada e risos. Lloyd veio anunciar que estava tudo pronto no convés superior. Um último beijo entre os dois, muito terno, e foram para o convés, onde ficaram de mãos dadas.



A fragata navegava a favor do vento, as velas enfunadas. Os marujos que podiam ser dispensados de suas funções entraram em formação no convés, arrumados e empertigados, virados para o tombadilho superior, onde Malcolm e Angelique postavam-se diante do capitão. Marlowe era ladeado por uma guarda de honra de dois fuzileiros. Abriu o livro dos regulamentos navais na página certa e gesticulou para que o corneteiro dos fuzileiros desse uma clarinada. O contramestre soprou seu apito e os marujos assumiram posição de sentido.



— Estamos aqui reunidos como testemunhas do casamento destas duas pessoas, à vista de Deus...



As ondas encapeladas não os incomodavam, nem o vento, que soprava em rajadas cada vez mais fortes. Havia nuvens nimbos no horizonte, ainda não ameaçadoras, mas potencialmente perigosas. O céu continuava claro, e Marlowe especulou, por um instante, se o tempo não seria um presságio. Ainda não havia motivo para alarme, pensou ele. A cerimônia foi logo concluída, estranhamente rápida para todos, quase um anticlímax para Malcolm. Ele usara o anel de sinete de seu dedo mínimo como o anel de casamento. Era grande demais para Angelique, mas ela o segurou com firmeza, contemplando-o na maior incredulidade.



— Agora, eu os declaro marido e mulher.



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