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Número Um Chen pairava ao fundo com a caixa. Depois que os charutos foram acesos, ele desapareceu na fumaça.



— Viu minha carta hoje no Guardian, senhor?



— Vi, sim. Apresentou seus argumentos muito bem.



Malcolm sorriu.



— Se o ninho de vespas de protestos que agitou na reunião desta tarde serve de indicação, a carta expôs a sua posição com bastante clareza.



— Minha posição? Espero que seja a sua também.



— Claro, claro. Amanhã...



Ketterer interrompeu-o, um tanto brusco:



— Já que partilha uma posição absolutamente correta e moral, eu esperava que um homem com seu incontestável poder e influência assumiria a dianteira, de maneira formal, proibindo todo e qualquer contrabando nos navios da Struan, acabando logo com esse problema.



— Todo o contrabando já foi proscrito, almirante. Mas, devagar se vai bem longe. Dentro de um ou dois meses, isso acontecerá com a maioria.



O almirante limitou-se a altear as sobrancelhas hirsutas, soprou a fumaça do charuto, desviou sua atenção para o mar. A esquadra era imponente, sob as luzes de ancoragem.



— Parece que pode haver uma tempestade esta noite ou amanhã. Eu diria que não é o tempo apropriado para um passeio, ainda mais em se tratando de uma dama.



Ansioso, Malcolm levantou os olhos para o céu, farejou o vento. Não havia sinais de perigo. O tempo no dia seguinte era uma grande preocupação e ele fizera de tudo para verificá-lo. E constatara, para sua alegria, que a previsão era a mesmo dos últimos dias, mar sereno, ventos amenos. Marlowe confirmara antes do jantar e embora ainda não tivesse recebido a aprovação final para zarpar — nem estivesse a par do verdadeiro motivo pelo qual Malcolm precisava embarcar, com Angelique —, a viagem estava marcada, no que lhe dizia respeito.



— É essa a sua previsão, almirante? — perguntou Malcolm.



— Do meu experto em meteorologia, Sr. Struan. Ele aconselhou a cancelar qualquer viagem experimental amanhã. É melhor aproveitar esse tempo para preparar o ataque a Iedo. Não concorda?



O tom do almirante era de jovialidade forçada.



— Sou contra a destruição de Iedo — disse Malcolm, distraído, a mente concentrada naquele novo e inesperado problema, a recusa do almirante em aceitar apenas sua carta, que ele estava confiante que seria mais do que suficiente.



Tudo corre à perfeição, exceto por esse homem, pensou ele, contendo sua raiva, tentando pensar numa saída para o dilema. O Prancing Cloud chegara no prazo previsto e descarregava as mercadorias que trouxera, o capitão Strongbow já informado das novas ordens secretas sobre o horário de partida diferente na quarta-feira, e Edward Gornt também preparado para transmitir a informação sobre os Brocks, assim que o duelo terminasse.



— Também me oponho — disse o almirante. — Não temos ordens formais para a guerra. Mas estou curioso para saber suas razões.



— Usar um martelo para matar uma vespa não apenas é uma tolice, mas também pode provocar hemorróidas.



Ketterer riu.



— Essa é muito boa, Struan! Hemorróidas, hem? Mais da sua filosofia de chinês?



— Não, senhor. Dickens. — Ele esticou as costas, tornou a se apoiar nas bengalas. — Eu ficaria muito satisfeito, senhor, e Angelique também, se pudéssemos embarcar no Pearl, com o capitão Marlowe, e partirmos até ficar fora de vista da terra, amanhã, mesmo que seja por um curto período.



Heavenly o aconselhara: como o precedente que Malcolm vinha usando, o casamento de seus pais, ocorrera entre Macau e Hong Kong, fora de vista da terra, ele deveria fazer a mesma coisa, por medida de segurança.



— Com sua bênção, é claro, almirante.



— Muito me agradaria ver a Casa Nobre tomar a dianteira no Japão. É óbvio que você não dispõe do tempo suficiente. Sugiro que dez dias seriam o necessário para se tomar todas as providências práticas.



Ketterer virou-se para voltar à sala.



— Espere! — exclamou Malcolm, dominado pelo pânico. — Digamos que faça um anúncio neste momento, para todos os presentes, de que vamos cancelar os embarques de armas para o Japão, daqui por diante. Isso o satisfaria?



— Mais importante, isso satisfaria a você? — perguntou o almirante, gostando de ver o homem que representava tudo o que ele desprezava a se contorcer no espeto. — O que me diz?



— O que... o que posso fazer ou dizer, senhor?



— Não cabe a mim dirigir seu “negócio”. — A maneira como Ketterer pronunciou a palavra, impregnada de desdém, fazia com que fosse uma coisa obscena. — Parece-me que tudo o que é bom para o Japão também é bom para a China. Se proibir as armas aqui, por que não fazer a mesma coisa na China, em todos os seus navios... e tomar a mesma decisão em relação ao ópio?



— Não posso fazer isso — disse Malcolm. — Isso acabaria conosco. O ópio não é contra a lei. Mais do que isso, as duas atividades são legais...



— Interessante... — Outra vez, a palavra estava impregnada de sarcasmo. — Devo lhe agradecer por um excelente jantar, como sempre, Sr. Struan. E agora, peço que me dê licença, pois terei muito o que fazer amanhã.



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