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Como foi sábio meu ancestral ao confinar o imperador e esses sicofantas vestidos com tanto exagero a Quioto, e construir sua própria capital em Iedo, longe de suas seduções e tortuosas manipulações... e como foi sábio ao proibir um xógum de vir para esta armadilha de mel.



Eu deveria ir embora. Mas como posso partir sem Nobusada?



A corte praticamente o afastara dele. E o próprio Nobusada não queria vê-lo. Por duas vezes, o jovem cancelara uma reunião no último momento, alegando um resfriado. O médico confirmara oficialmente o resfriado, mas seus olhos revelavam que era apenas um pretexto.



— Mas a saúde do lorde xógum me preocupa, lorde Yoshi. Sua constituição não é forte e sua virilidade deixa muito a desejar.



— A culpa é da princesa?



— Não, Sire. Ela é vigorosa, sua yin ampla é bastante sedutora para satisfazer o mais exigente yang.



Yoshi interrogara o médico com o maior cuidado. Nobusada nunca fora um espadachim ou caçador, alguém que gostasse da vida ao ar livre, como o pai e os irmãos, preferindo os esportes mais fáceis da falcoaria e arco e flecha, ou, ainda mais, as competições de poesia e caligrafia. Entretanto, não havia nada de errado com isso.



— Seu pai ainda é bastante vigoroso e a família é conhecida pela longevidade. Não há motivo para alarme. Dê-lhe uma de suas poções, convença-o a comer mais peixe, menos arroz polido, menos dos alimentos exóticos que a princesa tanto aprecia.



Ela participara do único encontro que ele tivera com seu pupilo, poucos dias antes. E tudo saíra errado. Nobusada recusara-se a considerar o retorno a Iedo, recusara-se até mesmo a discutir uma possível data, recusara seus conselhos em todas as outras questões, escarnecendo dele com Ogama:



— O Choshu controla as ruas, os homens de Ogama estão eliminando os infames shishi, primo. Não estou seguro cercado por nossos próprios guerreiros. Só me sinto seguro aqui, sob a proteção do imperador!



— Isso é um mito. Só ficará seguro no castelo de Iedo.



— Sinto muito, lorde Yoshi — interviera a princesa, a voz doce e insinuante — mas a umidade em Iedo é muito grande, o clima não se compara com o de Quioto. e a tosse do meu marido precisa de proteção.



— É isso mesmo, Yazu-chan, e eu gosto daqui, primo, pois pela primeira vez na vida estou livre, não confinado àquele castelo horrível! Aqui sou livre para vaguear, cantar, tocar, e me sinto seguro, estamos seguros, a tal ponto que posso ficar para sempre! Por que não? Iedo é uma cidade suja e fedorenta; governar daqui seria maravilhoso!



Yoshi ainda tentara argumentar, mas fora tudo em vão. E de repente Nobusada declarara, impulsivo:



— O que mais preciso, acima de tudo, até alcançar a maioridade, e não falta muito agora, primo, o que preciso é de um líder forte, um tairo. Nori Anjo seria perfeito.



— Ele seria péssimo para você e o xogunato — insistira Yoshi, paciente, e explicara mais uma vez, só que não fizera a menor diferença. — Seria uma insensatez...



— Não concordo, primo. Anjo me escuta, a mim, o que você nunca faz. Eu disse que queria apresentar meus respeitos ao divino, meu cunhado, ele concordou, e aqui estou, enquanto você se opôs! Ele me escuta! A mim! A mim, o xógum! E não se esqueça de que qualquer um é melhor do que você! Nunca será o tairo, nunca mesmo!



E ele deixara os dois, jamais acreditando — apesar da risada desdenhosa e irritante de Nobusada em sua esteira — que o tairo Anjo poderia se tornar uma realidade.



Mas agora é um fato, pensou ele, sombrio, consciente de que o lorde camarista Wakura o observava.



— Deixarei Quioto nos próximos dias — anunciou Yoshi, tomando uma súbita decisão.



— Mas não passou muito tempo aqui, Sire — comentou Wakura, dando os parabéns a si mesmo. — Nossa acolhida foi tão horrível assim?



— Não, não teve nada de horrível. Quais são as outras informações lastimáveis que tem para mim?



— Nenhuma, Sire. Sinto muito se relatei alguma coisa que o desagradou. Wakura tocou uma sineta. No mesmo instante, um criado todo maquilado entrou, com chá e um prato de tâmaras, os dentes também pintados de preto.



— Obrigado, Omi.



O rapaz sorriu para ele e se retirou.



— As tâmaras são as mais doces que já provei. De Satsuma.



Eram grandes, ressecadas ao sol, com mel. Os olhos de Yoshi se contraíram. Pegou uma; não era por coincidência que vinham de Satsuma.



— São excelentes.



— São mesmo. Uma pena que o daimio Sanjiro não seja tão doce quanto as frutas e outros alimentos que seus camponeses-soldados cultivam. É curioso o samurai em Satsuma pode ser as duas coisas sem perda de casta.



Yoshi escolheu outra tâmara.



— Curioso? É apenas o costume antigo deles. Um mau costume. É sempre melhor que os homens sejam samurais ou camponeses, uma coisa ou outra, de acordo com o legado.



— Ah, sim, o legado. Mas também o xógum Toranaga permitiu que a família conservasse seu feudo e suas cabeças, depois de Sekigahara, embora tivessem lutado contra ele. Talvez ele gostasse de suas tâmaras também. Interessante, neh?



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