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— É perigoso demais, Sire — disse ele, com medo que cada moita, por mais bem cuidada que fosse, pudesse esconder um inimigo.





Os dois usavam armaduras leves e espadas, um fato raro ali, onde todos os samurais e todas as armas eram proibidos, exceto pelo xógum no poder e uma guarda imediata de quatro homens, o líder dos anciãos e o guardião do herdeiro.



Era quase meio-dia. Os dois estavam atrasados e nem notaram a beleza ao redor, lagos e pontes, arbustos floridos, árvores podadas e cuidadas ao longo dos séculos. Sempre que um jardineiro os via, fazia uma reverência e se mantinha na posição até que sumissem de vista. Usavam mantos de palha por cima das armaduras, para se protegerem da chuva. Uma chuva intermitente caíra durante toda a manhã. Yoshi acelerou os passos.





Não era a primeira vez que ele se encaminhava apressado para uma reunião clandestina na área do palácio... seguro, mas nunca totalmente seguro. Era muito difícil ter uma reunião com segurança absoluta em qualquer parte — sempre havia o receio de uma emboscada, veneno, arqueiros escondidos ou inimigos armados com mosquetes. O mesmo se aplicava a todos os outros daimios. Ele sabia que seu fator de segurança era bastante baixo. Tio baixo, na verdade, que seu pai e avô haviam-lhe ensinado a aceitar o fato de que a morte de velhice não tinha lugar no karma da família.



— Estamos tão seguros quanto em qualquer outro lugar do mundo — comentou ele. — Seria inconcebível romper uma trégua aqui.



— A não ser por Ogama. É um mentiroso e impostor, deveria servir de alimento para os abutres, a cabeça espetada num chuço.





Yoshi sorriu e sentiu-se melhor. Desde que chegara a notícia assustadora do ataque shishi, no meio da noite, ele estivera mais nervoso do que nunca... mais do que na ocasião da morte do tio, quando fora preterido na escolha do novo xógum, com a indicação de Nobusada, mais do que na época em que o tairo Li o prendera, ao pai e toda a família, mantendo-os cativos em sórdidos aposentos. Providenciara o envio de duzentos homens para receber a comitiva na barreira de Quioto, e ao amanhecer despachara Akeda em segredo para relatar a Ogama o que acontecera, e por que tantos homens equipados para a guerra deixavam sua estacada.



— Transmita a Ogama todas as informações que recebemos e responda às suas perguntas. Não quero erros, Akeda.



— Não haverá nenhum da minha parte, Sire.



— Ótimo. Depois, entregue a carta e solicite uma resposta imediata. Yoshi não revelara a Akeda o que a carta continha, nem seu general perguntara.



Assim que Akeda voltara, Yoshi pedira:



— Conte-me exatamente o que ele fez.



— Ogama leu a carta duas vezes, cuspiu, praguejou, passou-a a seu conselheiro, Basushiro, que leu também, mantendo impassível aquela sua cara bexiguenta e repulsiva, sem nada deixar transparecer, e depois disse: “Talvez devêssemos conversar sobre isto em particular, Sire.” Eu lhes disse que esperaria. Depois de algum tempo, Basushiro voltou e declarou: “Meu lorde concorda, mas irá armado, e eu também.” O que está acontecendo, Sire?



Yoshi contou e o velho se mostrou espantado.



— Pediu para se encontrar com ele a sós? E eu serei o único guarda? É uma loucura! Só porque ele disse que irá apenas com Basu...



— Chega!





Yoshi sabia que os riscos eram enormes, mas tinha de jogar mais uma vez, precisava de uma resposta para a sua proposta sobre os portões; quando se preparava para sair, um dos muitos espiões do xogunato relatara certas conversas entre o shishi Katsumata e os outros na Estalagem dos Pinheiros Sussurrantes, deixando-o exultante por ter pedido o encontro.



— Lá está ele!



Ogama se encontrava parado sob uma árvore de galhos enormes, onde fora marcado o encontro, com Basushiro ao seu lado. Ambos estavam visivelmente desconfiados, esperando uma traição, mas não pareciam tão nervosos quanto Akeda. Yoshi propusera que Ogama entrasse pelo portão sul, ele usaria o portão leste, deixando seu palanquim e os guardas do lado de fora, com o salvo-conduto garantido. Depois da reunião, todos os quatro sairiam juntos pelo portão leste.



Como antes, os dois adversários se adiantaram, para conversarem a sós. Akeda e Basushiro ficaram observando, muito tensos.





— Mas que coisa! — exclamou Ogama, depois dos cumprimentos formais. — Uns poucos shishi atacam através de centenas de guardas, como uma faca passando pela bosta, e quase alcançam o banheiro de Nobusada, a esposa nua e o leito, antes de serem apanhados. Dez homens, você diz?





— Três eram ronin de Choshu, os dois que passaram pela sebe eram Choshus, um deles o líder.



Yoshi ainda não superara seu susto pelo ataque e especulou se ousaria desembainhar a espada naquela excepcional oportunidade de desafiar Ogama sozinho, já que Basushiro não representava nenhuma ameaça física, com ou sem Akeda.





Preciso de Ogama morto, de um jeito ou de outro, pensou ele, mas não agora, não quando dois mil Choshus ocupam os portões e me mantêm imobilizado.





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