Читаем Gai-jin полностью

— Lamento muito, Sire — conseguiu balbuciar o shoya. — Estamos cercados... há mais gai-jin nos fundos.





Além da dúzia ou mais de homens lá fora, confrontando-os, quase todos os habitantes da colônia se agrupavam nos dois lados da terra de ninguém. A maioria começara como espectadora de uma possível briga, mas agora muitos haviam sido pressionados a participar da violência por um núcleo de agitadores querendo vingança. Por trás daqueles que estavam na rua da aldeia havia vinte samurais da guarnição do portão norte. Na frente, postavam-se os guardas do portão sul. Nenhum dos samurais desembainhara suas espadas até agora, mas todos mantinham as mãos nos cabos, liderados pelos oficiais. O mesmo acontecia com os soldados que os confrontavam, os rifles de prontidão, a dúzia de cavalarianos e seus cavalos, esperando pelas ordens, o general ali perto... todos confiantes e ansiosos por um combate.





Mais uma vez, o oficial japonês mais graduado gritou, por cima do clamor, para os gai-jin se dispersarem, e mais uma vez o general gritou arrogante — com um subsequente clamor de aprovação — para que os samurais se dispersassem, nenhum dos lados compreendendo o outro, nem querendo compreender.



Hiraga mal podia ouvir o general entre os gritos de um lado e outro. Tolo, pensou ele, fervendo de raiva, mas não tão tolo quanto o louco do Ori. Ainda bem que ele morreu! Uma estupidez fazer o que ele fez, sem conseguir nada, apenas criar uma encrenca, uma estupidez total! Eu deveria tê-lo matado no momento em que o surpreendi usando a cruz daquela mulher... ou no túnel.



No momento em que os gritos de alerta da mulher romperam o silêncio da noite, seguidos pelos disparos de rifle, ele e Akimoto se encontravam agachados na aldeia, perto do prédio da Struan, à espera de Ori, na expectativa de interceptá-lo... não haviam visto Angelique ir para a legação, por isso presumiam que ele se encontrava em algum lugar por ali, talvez mesmo dentro do quartel-general da companhia.



Na confusão subsequente, juntaram-se à crescente massa de homens semidespidos que convergiam para a legação, camuflados pelas roupas e gorros de trabalhador.



Em choque, Hiraga e Akimoto viram a chegada dos dois médicos e, pouco depois, o corpo de Ori ser arrastado para fora. No mesmo instante, Hiraga gesticulara para Akimoto e os dois se esgueiraram pela noite, bastante nervosos. Ao chegarem ao esconderijo na aldeia, Hiraga dissera:





— Que Ori renasça como um sórdido gai-jin e não como samurai! Foi como atiçar um ninho de vespas. Volte para a Yoshiwara o mais depressa possível, trate de se esconder no túnel e espere ali, até eu mandar um recado ou for procurá-lo.



— E você?





— Sou um deles — murmurara Hiraga, com um sorriso irônico. — Tyrer é meu protetor, assim como o líder dos gai-jin, e por isso todos sabem que sou seguro.



Mas eu estava enganado, pensou ele agora, amargurado, o ânimo dos homens lá fora se tornando cada vez mais agressivo.





Duas horas antes, no momento em que a fragata Pearl fora avistada no horizonte, ele deixara a aldeia, subira pela High Street, a caminho da legação britânica, com toda uma lista de traduções de frases que Tyrer lhe pedira para fazer, durante sua ausência. Estava absorto em seus pensamentos, mais do que um pouco ansioso em ouvir as notícias sobre a reunião em Iedo, quando rostos furiosos de gai-jin o arrancaram de seus devaneios.



— É o japa de Tyrer...



— Ele não é samurai...



— Ei, macaco, você é um samurai...



— Ele parece com aquele outro patife...



— É verdade... os cabelos do mesmo jeito...



— Vamos dar uma lição em todos vocês para não se meterem com nossas mulheres...





Sem aviso, alguém o empurrara pelas costas, derrubando-o, a cartola rolara pela rua, fora pisoteada na lama, sob gargalhadas estrondosas, e outros homens se puseram a chutá-la, esbarrando uns nos outros na precipitação. Isso lhe proporcionara uma folga, permitindo que usasse seu físico superior e juventude para se levantar, romper a barreira de atacantes e escapar, perseguido pelos gai-jin.





Descera pela viela ao lado do prédio da Struan, alcançara a área da aldeia, enquanto os guardas samurais vinham correndo dos dois portões, para verificar o que estava acontecendo. Mais homens bloqueavam o acesso ao esconderijo em que escondera a pistola, por isso Hiraga correra para o armazém do shoya, pegara espadas inadequadas e se virara para resistir ao ataque. Sua carga furiosa surpreendera os agressores, dispersando-os, três caíram, um deles ferido, e os outros trataram de escapar. Em algum ponto da rua, um homem disparara um mosquete, a bala passando inofensiva, e mais homens com armas de fogo se agruparam. Em meio à confusão de samurais e gai-jin, ele e o ashigaru haviam conseguido se refugiar no armazém.



Agora, os três se abaixaram de repente, quando uma bala foi espatifar um vaso ornamentado. Nos fundos da casa, uma criança choramingou, apenas para ser silenciada imediatamente.



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