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Jamie voltou correndo para o prédio. Angelique pôde perceber agora que o telhado estava ardendo, não muito, no momento, mas perto das suítes, as chamas da sede da Brock ainda se projetando até o lado. Samurais bem treinados, com quimonos amarrados para não atrapalharem, mascarados contra a aspiração de fumaça, encostaram escadas numa das paredes. Alguns subiram, enquanto outros, com gestos e gritos, mandaram que os homens trouxessem baldes com água, passados aos que se encontravam no topo das escadas e lançados onde era mais importante. Uma língua de fogo impetuosa avançou para um dos homens, mas ele se esquivou, cobriu o rosto, manteve a posição, e logo voltou a combater o incêndio. Ela prendeu a respiração, pensando como aquele homem era forte e corajoso, e como Struan se mostrara impotente, quão pouco pudera fazer para protegê-la numa emergência, como era mais e mais um peso inútil, mais e mais um inválido, a cada dia mais rabugento, menos e menos divertido. O que será do meu futuro? Um tremor percorreu seu corpo.





— Não há nada com que se preocupar, mademoiselle — disse Vervene, em francês, uma touca de borla cobrindo a calva. — Venha comigo. Está sã e salva agora. Os terremotos são bastante comuns por aqui.



Ele pegou-a pelo braço, a fim de levá-la até a legação francesa, através dos homens que enxameavam no passeio, assistindo ao espetáculo ou ajudando a combater o incêndio.











Ori avistara-a no momento em que saíra para a rua.



Encontrava-se à margem da multidão, na entrada da viela ao lado da legação francesa, perto do portão norte. Suas roupas e gorro de trabalhador não eram muito diferentes dos trajes usados por muitos homens ao seu redor, camuflando-o bem. Daquela posição, podia observar a maior parte do passeio, a frente do prédio da Struan e a rua ao lado, um prolongamento da rua principal da aldeia.



Ele parou de observá-la e esquadrinhou tudo ao redor, à procura de Hiraga ou Akimoto, certo de que espreitavam de algum lugar nas proximidades, ou em breve o fariam, seu coração ainda disparado da frenética corrida desde a cidade dos bêbados. No instante em que percebera o fogo no prédio da Struan e o trecho aberto do passeio, compreendera que estava fadado a ser apanhado, se tentasse escapar por aquele caminho, ou pela praia... e não havia tempo de buscar Timee para lhe dar cobertura.



Não que eu possa confiar naqueles cães, pensou ele, o coração palpitando ainda mais por Angelique estar tão perto.



Agora, a apenas vinte metros de distância.



Aqueles por quem ela passava no passeio tiravam o chapéu, murmuravam cumprimentos, a que Angelique respondia distraída. Ori poderia naquele momento procurar segurança ainda maior, mas não o fez, apenas tirou seu gorro, como os outros, e fitou-a. Barba curta, rosto forte, olhos curiosos, os cabelos rentes, mas penteados. Os olhos de Angelique passaram por ele, mas ela não o viu de fato, nem Vervene, que falava em francês, muito amável.



Passaram a poucos metros de distância. Ori esperou até que entrassem na legação francesa — não havia sentinelas ali agora, todos haviam ido participar do combate ao incêndio — e depois se afastou pela viela. Assim que se certificou de que ninguém o observava, pulou a cerca da legação, como fizera antes, e se encaminhou para o seu ponto de emboscada anterior, sob a janela de Angelique Naquela noite as janelas estavam destrancadas, sem barras, assim como a porta interna. Ele podia avistar o corredor, através do quarto, e viu-os quando entraram num cômodo no outro lado, que ficou com a porta entreaberta.



Agora que se encontrava seguro, sem ninguém a observá-lo, Ori verificou sua pistola, ajeitou a faca, para que ficasse solta na bainha. Depois se acocorou respirou fundo, pôs-se a pensar. A partir do momento em que vira Hiraga, e quase que no mesmo instante o incêndio no prédio da Struan, saíra correndo às cegas, deixando que o instinto o guiasse. Isso não serve mais, disse a si mesmo agora.



Tenho de planejar. E depressa.



As janelas abertas eram como um imã. Ele esgueirou-se sobre o peitoril da janela e entrou no quarto.




26









Por que não dormem aqui esta noite, mademoiselle, monsieur Struan? — sugeriu Vervene. — Temos bastante espaço.



Era quase a hora do jantar, e se haviam reunido na principal sala de recepção da legação francesa, tomando champanhe. Jamie acabara de chegar para informar que o incêndio fora apagado, sem danos maiores, apenas os prejuízos causados pela água na suíte de Angelique, um pouco na de Struan.





— Se quiser, pode ocupar meus aposentos, tai-pan — propôs Jamie. — Dormirei em outro lugar, e miss Angelique pode ficar no quarto de Vargas.





— Não há necessidade, Jamie — disse Angelique. — Podemos ficar aqui, sem incomodar ninguém. Afinal, eu ia mesmo me mudar para cá amanhã. Concorda, chéri?



— Acho que eu me sentiria mais à vontade em minha própria suíte. Será que posso, Jamie?



— Claro que sim. Mal foi afetada. Miss Angelique, gostaria de ficar nos meus aposentos?



— Não, Jamie. Passarei a noite aqui.



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